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5 Assassinas que resolveram seus problemas com arsênico

Conheça essas lady killers letalmente venenosas

Quando pensamos em serial killers dificilmente vem à mente a imagem de uma mulher. Costumamos pensar em assassinatos como uma exclusividade dos homens, frequentemente associando homicídios causados por mulheres a meios de autodefesa ou um ato impensado regido por hormônios descontrolados.

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Porém, em Lady Killers: Assassinas em Série Tori Telfer nos apresenta a algumas mulheres que mataram pessoas de verdade de maneira serial. Por mais que as pessoas tenham truques para tentar minimizar a violência feminina, comparando-as a monstros, vampiros, feiticeiros e animais, nada disso torna seus crimes menos repulsivos.

Muitas optaram por meios mais sorrateiros de acabar com suas vítimas, o que tornava a identificação de tais assassinas ainda mais difícil. Venenos não apresentam a mesma brutalidade de estrangulamentos, esfaqueamentos ou espancamentos, mas isso não significa que as vítimas tenham recebido uma morte limpa e muito menos rápida.

Uma das substâncias de escolha destas assassinas foi o arsênico. Inodoro, insípido e capaz de se acumular no organismo humano, ele pode matar em horas com uma grande dose ou fazer com que uma pessoa fique seriamente doente ao longo de meses com pequenas doses administradas aos poucos. As vítimas não percebiam sua presença misturada na comida ou na bebida e os médicos costumavam acreditar que elas teriam morrido de causas naturais

A Caveira separou cinco destas lady killers cujo arsênico foi a arma de escolha para ceifar vidas:

1. Nannie Doss (1905–1965)

Quando os policiais prenderam aquela simpática vovó não imaginavam que ela acumulava um histórico de maridos enterrados – por culpa dela. Aos 15 anos ela se casou pela primeira vez com Charlie Braggs, porém, o comportamento irritadiço dela foi um dos motivos para a relação não ter ido muito longe. Eles tiveram cinco filhos, mas três morreram cedo, o que levantou suspeitas por parte do marido, que algum tempo depois pediu o divórcio.

Créditos: Bettmann/Getty Images

Seus próximos maridos não tiveram a mesma sorte (de sair vivos, no caso). Com comportamentos alcoólatras, luxuriosos, misteriosos, ou simplesmente entediantes, Nannie Doss decidiu que precisava se livrar deles ou que eles mereciam “uma lição”. Todas as soluções envolviam arsênico, que poderia ser misturado ao uísque, a comida ou ao café das vítimas. As mortes de Nannie Doss costumavam ser rápidas graças à quantidade de veneno dada aos homens.

2. Mary Ann Cotton (1832–1873)

Uma série de filhos mortos ainda bebês parece ter deixado Mary Ann Cotton insensível à morte, principalmente à de crianças. Casada pela primeira vez aos 19 enquanto estava grávida, essa cena se repetiria com certa frequência em sua vida.

O primeiro marido, William Mowbray, trabalhava na tripulação de um navio e morreu aparentemente de tifo numa das vezes em que estava em terra – mesmo motivo do falecimento de uma de suas filhas com Mary. A morte do marido pode até ter sido inocente, mas foi bem conveniente para ela, que estava apaixonada por outro homem, chamado Joseph Nattrass.

Créditos: maryanncotton.co.uk

Porém, Nattrass também era casado, e Mary Ann decidiu se afastar. Em sua trajetória ela trabalhou como enfermeira, casou com um de seus pacientes, que morreu apenas quinze meses após o matrimônio com sintomas característicos do envenenamento por arsênico: diarreia, dores no estômago e formigamento nas mãos e pés.

Em seus casamentos seguintes, as crianças morriam por motivos bem parecidos, a maioria de “febre gástrica”. E a matança envolvia tanto os enteados como os filhos biológicos de Mary Ann. Nem mesmo Nattrass escapou de seus crimes: quando os dois se reencontraram, passaram a viver juntos, mas logo ela encontrou um pretendente mais rico, e isso custou a vida de Nattrass, que compreendeu que estava sendo envenenado pela parceira.

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3. Anna Marie Hahn (1906-1938)

Nascida na Alemanha, Anna Marie Hahn se mudou para os Estados Unidos para escapar dos falatórios após uma gravidez fora do casamento. Para conseguir cruzar o Atlântico ela pegou dinheiro emprestado com um tio distante – que nunca viu o valor ser devolvido. No novo país, casou-se com Philip Hahn.

Gananciosa e uma mentirosa inveterada, Anna Marie logo encontrou uma maneira de bancar uma vida luxuosa: seduzia homens mais velhos, preferencialmente de origem germânica, e conseguia que eles lhe dessem dinheiro. Quando começavam a desconfiar da moça ou a fazer perguntas impertinentes, ela simplesmente se livrava deles com um “salzinho” extra na comida: arsênico.

Créditos: Wikimedia Commons

Philip não gostava da amizade da esposa com homens mais velhos, mas ela nem se deu ao trabalho de matá-lo, de tão insignificante que ele era. Na verdade Anna até deu veneno a ele, mas a tentativa foi tão desleixada que ele “apenas” ficou gravemente doente e até chegou a desconfiar de envenenamento.

A maioria das queimas de arquivo de Anna Marie Hahn era rápida, com quantidades exageradas de arsênico, mas que não despertavam suspeitas dada a idade de suas vítimas. Mas um homem não teve uma morte rápida: Johan Georg Obendoerfer. Anna administrou o veneno aos poucos, para garantir que tivesse acesso às finanças do homem.

4. Tillie Klimek (1876–1936)

Conhecida como “sacerdotisa dos barbas-azuis”, Tillie Klimek não era uma mulher que chamava muita atenção, o que provavelmente lhe deu ainda mais confiança para continuar praticando seus crimes. Aliás, a onda de crimes pela qual a cidade de Chicago passava na época até explica porque a morte de seus primeiros dois maridos não despertou suspeitas, nem quando ela conseguia quantias consideráveis de dinheiro com isso.

Quando o terceiro pretendente, Joseph Guskowski, demorou em lhe propor casamento, ela disse a ele que seus primeiros maridos não haviam morrido de causas naturais e confessou o envenenamento. É claro que o tiro saiu pela culatra e Guskowski ficou ainda mais receoso com ela. Mesmo assim, seu destino foi o mesmo dos maridos e ele morreu.

Tillie era uma assassina tão imprudente que, mesmo matando o quarto parceiro aos poucos com o arsênico, despertou suspeitas quando apareceu alegre para a vizinha por ter conseguido um bom preço em um caixão – mesmo com seu marido ainda vivo. Ele também foi envenenado lentamente, porém, isso deu tempo para que o irmão desconfiasse da cunhada e contratasse um médico que identificou a intoxicação proposital.

Na época das investigações e do julgamento de Tillie Klimek foi descoberto que ela havia assassinado outras pessoas além dos maridos, o que incluía primos dela e pessoas com quem ela tivera desentendimentos, o que incluía vizinhos. A polícia mal conseguia acompanhar a enxurrada de denúncias contra ela, mas no fim das contas o total de possíveis vítimas chegou a vinte: doze mortas, sete vivas em péssimo estado de saúde e uma desaparecida.

5. Marie-Madeleine (1630–1676)

Na corte de Luís XIV, era muito comum que a aristocracia levasse vidas libertinas, com direito a amantes extraconjugais conhecidos de todos. Porém, Marie-Madeleine, marquesa de Brinvilliers, acabou se envolvendo com o homem errado: Godin de Sainte-Croix. Embora seu marido não se importasse com o affair, o pai e os irmãos de Marie pensavam diferente, e prenderam o amante dela na Bastilha.

Isso só fez crescer o ódio de Marie e permitiu que Sainte-Croix conhecesse um homem especialista em venenos, que eram raros em Paris. Os amantes tinham planos macabros de se aperfeiçoarem com estas substâncias quando ele estivesse novamente livre. Neste meio-tempo, Marie somente aumentou sua frustração com a família e com as finanças, já que seu marido perdia dinheiro em jogos e Sainte-Croix também gastava seu dinheiro.

Créditos: Enciclopedia1993. Wikimedia Commons

Quando ele foi solto, os dois colocaram seu plano em ação e começaram a fabricar venenos. Para garantir a eficácia e também que não fossem detectados, os dois testaram as fórmulas com pacientes doentes no Hôtel Dieu, o famoso hospital público perto da Catedral de Notre Dame. Afinal, quem iria suspeitar desta respeitável mulher distribuindo doces e geleias aos enfermos?

Ao constatarem que seus venenos eram imperceptíveis e eficientes, começaram sua vingança contra o pai de Marie. Ela conseguiu que uma criada fizesse o serviço sujo e envenenou a comida do pai aos poucos, provocando uma morte lenta e penosa. O pai faleceu e rapidamente Marie e Sainte-Croix gastaram o dinheiro da herança. Isso fez com que seus irmãos se tornassem as próximas vítimas de uma morte excruciante.

Sainte-Croix morreu de uma enfermidade sem que ninguém desconfiasse de seus crimes. Porém, a herança deixada especificamente para Marie, uma caixa com frascos de substâncias suspeitas, despertou um alerta nas autoridades e a assassina acabou pagando sozinha pelos crimes dos dois.

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Sobre DarkSide

Avatar photoEles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

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