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6 Curiosidades macabras sobre Alice no País das Maravilhas

Clássico de Lewis Carroll tem referências bem sinistras para um livro infantil

Alice no País das Maravilhas é um daqueles clássicos que fazem parte da nossa infância. Seja pelo livro, animação ou filme, a viagem da jovem Alice ao tresloucado País das Maravilhas faz parte do nosso imaginário, tanto pela aventura como pela loucura.

LEIA TAMBÉM: COMO ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS INFLUENCIOU A CULTURA POP

Com fortes influências na cultura pop, a obra de Lewis Carroll é um daqueles livros que terá um significado diferente a cada revisitada. Para as crianças pode ser apenas uma viagem a um mundo fantástico, mas para os adultos o clássico pode revelar significados muito mais sombrios.

A Caveira entrou na toca do coelho branco para descobrir algumas curiosidades macabras sobre o universo de Alice no País das Maravilhas e Alice Através do Espelho. Você tem que ser louco como um chapeleiro para não querer ler.

1. Uma história infantil sobre a perda da infância

A aventura de Alice pelo País das Maravilhas não é apenas uma sequência de encontros curiosos. Ela é uma montanha-russa de emoções, questões impossíveis de resolver e a resiliência diante da frustração. Acompanhada de todas as mudanças de tamanho pela qual a personagem é submetida, a jornada é uma analogia à puberdade e o próprio País das Maravilhas se mostra cada vez menos maravilhoso, obrigando a garota a abandonar a inocência e a crescer à força.

Créditos: Print Collector/Getty Images

A todo tempo Alice se pergunta quem realmente é, abordando a questão do amadurecimento e da necessidade de estabelecer a própria identidade. Ela é forçada a amadurecer, apesar de diversas situações e personagens mostrarem que ela deveria permanecer uma criança o maior tempo possível em vez de se lançar a um mundo confuso e por vezes violento.

2. O livro infantil que é uma crítica ao colonialismo britânico

Estudiosos da obra dizem que Carroll não era um grande fã da rainha Vitória e que isso estaria representado na sua antagonista, a Rainha de Copas. Alguns deles garantem que Alice no País das Maravilhas pode ser interpretado como uma crítica, ainda que sutil, ao colonialismo britânico.

Créditos: John Tenniel/Wikimedia Commons

Sob esta ótica, a Rainha de Copas seria sinônimo para a rainha Vitória, Alice representaria as populações indígenas das colônias britânicas e a louca festa na casa de chá refletiria a Companhia das Índias Orientais. Uma fantasia infantil parecia ser a melhor maneira de fazer uma crítica e ainda assim manter a discrição.

LEIA TAMBÉM: COMO ALICE CHEGOU AO PAÍS DAS MARAVILHAS

3. Abuso de substâncias

Ao longo dos anos, Alice no País das Maravilhas tem sido interpretado como um ode ao abuso de substâncias. O livro e suas adaptações contam com poções sendo bebidas, cogumelos sendo comidos, alucinações e até mesmo o narguilé da Lagarta.

A crença ficou mais forte em 1967 com o lançamento da canção psicodélica de Jefferson Airplane, chamada “White Rabbit”. Isso não apenas tornou Alice uma espécie de mascote da “cultura das drogas” da década, mas fez com que seu nome virasse gíria para LSD. Apesar das suspeitas, não há qualquer tipo de evidência de que Carroll tenha usado entorpecentes para escrever ou que estava fazendo qualquer apologia a isso em sua obra.

4. O verdadeiro significado do Chapeleiro Louco

Nos tempos de Carroll, a expressão “louco como um chapeleiro” era bem comum e provavelmente influenciou a criação do personagem. Só que tal loucura seria uma consequência da própria profissão de confeccionar chapéus: nitrato mercuroso era utilizado para curar o feltro dos acessórios, e isso não era lá muito seguro.

Créditos: Disney

Ao longo do tempo, inalar o vapor dessa substância poderia resultar em sintomas neurológicos decorrentes da intoxicação por mercúrio, o que era interpretado por algumas pessoas como uma forma de loucura. As vítimas frequentemente desenvolviam um tremor conhecido como “tremedeira de chapeleiro”, que mais tarde evoluíam para alucinações.

5. Brincando com a morte

Apesar de aparentar ser uma história alegre e fantástica, Alice no País das Maravilhas tem muitas passagens que sugerem mortes terríveis. A própria Alice se sujeita a situações que podem lhe custar a vida, como beber poções desconhecidas ou ser decapitada por uma tirana rainha. A história da Morsa e do Carpinteiro, por exemplo, traz um trágico fim para as pequenas ostras. Enquanto algumas alusões à morte são bem óbvias, outras são mais discretas, como quando Alice compara cair na toca do coelho a cair do telhado de uma casa.

6. A vida nem sempre tem uma explicação

Talvez a mensagem mais sinistra e perturbadora de Alice no País das Maravilhas seja bem simples: nada significa absolutamente nada. Do começo ao fim, a jornada de Alice no País das Maravilhas é repleta de desentendimentos, questões sem lógica e o persistente poder do caos. 

De jogos de croquet que não fazem sentido a cogumelos que alteram o seu tamanho, as regras da física simplesmente não se aplicam ao País das Maravilhas. Nem mesmo o idioma faz sentido por lá, a exemplo do poema “Jaguadarte”, repleto de palavras inventadas.

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Sobre DarkSide

Eles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

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