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6 Obras que abordam a diversidade de forma natural

Livros, HQs e animações lembram que não há problema algum em ser diferente.

Em sua canção Imagine, John Lennon nos convidou a imaginar um mundo em que todas as pessoas convivem em paz. Mesmo não focando nesta utopia, muitas obras de ficção trabalham o tema da diversidade de uma forma nem sempre óbvia, mas com a mensagem de fundo de que há, sim, diferenças entre as pessoas, mas que isso não deveria ser um problema.

Podem ser personagens de diferentes cores, diferentes espécies, diferentes códigos genéticos e diferentes interesses, mas todos eles convivem – ou deveriam conviver – com respeito, celebrando tais diferenças ao invés de negá-las ou tratá-las com medo ou ódio. Na maioria dos casos, estas diferenças nem são o tema central, apenas a ambientação de livros, histórias em quadrinhos e animações, mas já despertando esta noção para crianças e adultos de que diferenças podem coexistir.

Em obras destinadas ao público infantil a abordagem da diversidade é particularmente importante. Ela ajuda as crianças a crescerem com a mente aberta ao que é diferente, lidando com isso de uma forma natural e não estigmatizada, o que pode levar ao medo e ao ódio. Além de despertar o interesse para diferentes culturas e estilos de vida, obras infantis com diversidade ajudam crianças que já se sentem diferentes, seja pela cor, gênero ou classe social, a se sentirem representadas, aumentando a sua autoconfiança desde cedo.

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Felizmente hoje em dia cada vez mais obras de ficção se mostram dispostas a abordar temas como diversidade e inclusão. Os trabalhos que listamos neste post são alguns destes exemplos, mas que abordam o assunto de uma forma sutil, como tema secundário ou mera contextualização. Afinal, não há nada mais natural do que ser diferente.

1. A longa viagem a um pequeno planeta hostil

Na obra de ficção-científica de Becky Chambers, publicada pela DarkSide®, uma humana do planeta Marte – porque a Terra a gente já deu jeito de destruir, mas essa é outra história – embarca na nave Andarilha, administrada por uma variedade de espécies intergaláticas. A humana, Rosemary Harper, recebe com curiosidade e genuíno interesse a convivência em meio a tanta diversidade. Entre personagens orgânicos e inorgânicos, ela conhece corpos que se comportam de forma completamente diferente e valores morais que nunca imaginou encontrar em meio à raça humana.

É muito interessante estabelecer um paralelo das diferenças destas criaturas com os próprios dilemas sociais que vivemos hoje, como as relações familiares, sexualidade, monogamia e até mesmo a nossa relação com a tecnologia inserida nos nossos corpos (afinal, isso é algo bom ou ruim para os humanos?). A coexistência dos tripulantes da Andarilha é predominantemente pacífica, fora os perrengues do dia a dia, mas isso não significa que todas as espécies do universo pensem da mesma forma – ainda há seres considerados superiores ou inferiores em meio à infinidade da galáxia.

Em A longa viagem a um pequeno planeta hostil a aventura central se dá pela exploração da galáxia, com todos os seus fascínios e perigos, mas propõe uma boa reflexão sobre o papel da humanidade e de cada indivíduo como membro de uma sociedade global. O livro lembra até da insignificância humana diante do tamanho do universo.

A Andarilha é descrita como uma nave “feita de retalhos”, meio que na improvisação. É ou não é uma bela forma de resumir a história da humanidade?

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2. Doug

Quem se divertia com as aventuras e com a imaginação fértil de Doug Funnie nem sempre se atentou à mensagem subliminar do desenho: todos os personagens tinham cores diferentes. E em momento algum isso foi motivo de qualquer tipo de discriminação, e olha que estamos falando de personagens pré-adolescentes em uma escola onde também existia bullying.

Sobre esta variedade de cores, pense em azuis vibrantes, amarelos cítricos e até mesmo lilás. Todos eles convivendo numa boa na cidade de Bluffington. Segundo o produtor executivo da série, Doug Campbell, esse arco-íris de personagens foi proposital para que a animação falasse com públicos de diferentes ascendências, ultrapassando possíveis barreiras étnicas.

Isso permitia que os espectadores – em sua maioria crianças – projetassem as suas próprias expectativas sobre o background de cada personagem. Skeeter, o melhor amigo de Doug, por exemplo, é afro-americano, mas em vez de ser negro ele ganhou uma pele em um tom azul vibrante.

3. BoJack Horseman

Esta animação voltada ao público adulto tem críticas afiadas à indústria do entretenimento e à sociedade de forma geral. Tudo isso ao mesmo tempo em que seus personagens lidam com as frustrações da vida adulta, como depressão, vício em drogas, excesso de trabalho e positividade tóxica. É tanta coisa acontecendo que o público acaba naturalizando algo bem curioso: pessoas e animais coexistem como iguais.

Sim, os animais da série têm comportamentos iguais aos humanos e os mesmos problemas: um golden retriever super empolgado e desastrado, uma gatinha workaholic e uma coruja que acabou de acordar de um coma são apenas alguns exemplos. Mas BoJack Horseman nem sempre trata esta mistura como algo natural, aliás, isso até vira motivo para piadas (e mais críticas), como um episódio dedicado a galinhas que administravam um abatedouro de… outras galinhas (!), gerando uma reflexão bem pertinente do que tornaria “algumas galinhas melhores do que outras”. Ou ainda uma cena bem constrangedora em que uma porquinha está num restaurante e olha apreensiva a mesa do lado pedir carne suína.

4. Yellow Submarine

Uma canção pensada para crianças acabou rendendo um longa de animação que foi transformado em história em quadrinhos, publicada pela Caveira. Nas aventuras de Yellow Submarine, os Beatles são chamados para um resgate em Pepperland, um paraíso subaquático que já viu dias melhores.

A missão destes músicos heróis é confrontar o líder dos Malvados Azuis, que baniu a música de Pepperland, além de ameaçar as cores e a própria existência do local. Apesar de ter recebido várias interpretações, como uma metáfora aos longos períodos em turnê às viagens no ácido, Yellow Submarine tem uma forte mensagem de combate ao autoritarismo, na defesa de um mundo mais tolerante, diverso, artístico e, claro, colorido.

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5. Meu amigo Totoro

Fantasia para crianças e nostalgia para adultos. É isso o que faz de Meu Amigo Totoro um clássico da animação japonesa, que entrou com tudo na cultura pop e permanece forte por mais de três décadas. Dentre todas as mensagens de relembrar antigos valores e conviver com respeito à natureza, há também uma abordagem sobre inclusão e diversidade.

Com sua inocência típica do arquétipo da criança, a pequena Mei descobre criaturas mágicas que vivem na floresta perto de sua nova casa, incluindo um monstro gigantesco chamado Totoro. Apesar do tamanho, Mei não tem medo da criatura e logo eles se tornam amigos. Mesmo não falando a mesma língua e não sendo da mesma espécie, Totoro, Mei e sua irmã Satsuki constroem uma amizade com muita naturalidade e confiança.

Totoro se mostra não apenas uma companhia, mas aquele tipo de amigo disposto a ajudar no que for necessário, até mesmo se isso envolver chamar um gato em forma de ônibus para que você vá a outra cidade. Totoro pode ser encarado até mesmo como uma figura familiar, já que a mãe das meninas está no hospital e o pai passa a maior parte do dia fora.

O senso de inclusão, tolerância e pertencimento é um requisito básico no universo de Meu Amigo Totoro, já que além da criatura, os vizinhos da recém-instalada família também se mostram prestativos e dispostos a cuidar das meninas enquanto o pai está fora. A sensação de comunidade é muito forte entre estas personagens, algo tão difícil de encontrar nos dias de hoje. 

6. Star Wars

Mais do que batalhas intergaláticas, sabres de luz e o eterno confronto entre Jedi e Sith, Star Wars também tem uma ambientação baseada na inclusão. Apesar da maioria das personagens serem humanas (ainda que de diferentes planetas), há um vasto desfile de criaturas na saga de George Lucas: wookies, ewoks, rodianos, arkanianos, a misteriosa espécie do Mestre Yoda, entre tantos outros.

Não há também uma distinção quanto a espécies tidas como “boas” ou “más”, elas podem estar em ambos os lados. Um fato curioso, é que a força de batalha do Império, apesar de seus comandantes, é geralmente formada por frutos da tecnologia: dróides e clones Stormtroopers. Já do outro lado, na Aliança Rebelde, os combatentes são em sua maioria seres orgânicos e pensantes, dando a noção do sacrifício destas personagens como vidas reais e não meros equipamentos abatidos. Sem contar que também é um indício da rejeição do autoritarismo do Império por seres não-programados. 

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2 Comentários

  • Herbert

    26 de junho de 2020 às 15:27

    Ótima lista! Faltou apenas citar o Steven Universe, que trabalha bastante a diversidade.

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