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7 Obras para entender a crise de refugiados no mundo

Quando a sua própria casa deixa de ser um lugar seguro

A recente diáspora que está ocorrendo no Afeganistão desde a retomada ao poder pelo regime do Talibã chamou novamente a atenção do mundo para um problema contínuo: a crise global de refugiados. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), já são mais de 25 milhões de pessoas que precisaram sair de seus países – um número que só tende a aumentar com este novo e triste capítulo.

LEIA TAMBÉM: DIÁRIOS DE GUERRA: AS MEMÓRIAS DE TEMPOS DIFÍCEIS NUNCA SE APAGAM

São consideradas refugiadas as pessoas que estão fora do seu país de origem por não se sentirem seguras lá e com motivos válidos. O temor tem relação com perseguições relacionadas a raça, religião, nacionalidade, pertencimento a determinado grupo social ou opinião política. Também são consideradas refugiadas as pessoas que vivem em um local com grave violação dos direitos humanos.

A maioria dos refugiados é proveniente de países em conflito, como é o caso do Afeganistão e da Síria, ou de nações com regimes totalitários ou autoritários em que existam violações de direitos humanos.

Atualmente o país com o maior volume de refugiados é a Síria, com mais de cinco milhões de habitantes vivendo fora do país, seguido pelo Afeganistão. Os conflitos em diversos países da África também geram grandes volumes de refugiados, como o exemplo recente de mais de 700 mil pessoas que deixaram o Sudão do Sul desde 2016. Outros países africanos que entram para a lista são Burundi, Iraque, Nigéria e Eritreia.

Muito além dos números: Obras que relatam jornadas de refugiados

Os números assustam, mas saber da história de vida de cada uma destas pessoas é ainda mais desolador. Cada uma destas 25 milhões de pessoas deixou para trás casas, família, amigos, empregos e toda uma identidade cultural – isso sem contar aquelas que perderam a vida tentando fugir. 

Algumas destas histórias acabaram se tornando livros, documentários e inspiraram filmes que expõem a gravidade do problema e a realidade que nem sempre os noticiários dão conta de mostrar. A Caveira separou a seguir algumas destas jornadas:

1. O Diário de Nisha

Ambientado durante a Partição, que separou a Índia do Paquistão, O Diário de Nisha traz a comovente jornada dela e de sua família. Parte hindu e parte muçulmana, a garota não sabe muito bem a qual lugar pertence, já que a Índia tem maioria hindu e o Paquistão maioria muçulmana.

Outra coisa que ela não entende é o motivo pelo qual os dois lados estão brigando entre si e por que isso resulta em tantas mortes de pessoas tentando cruzar a fronteira. Para fugir da hostilidade do local, a família dela embarca em um trem rumo ao novo lar – assim como mais de catorze milhões de pessoas. A história é inspirada na jornada da família da autora Veera Hiranandani.

LEIA TAMBÉM: “CADA REFUGIADO TEM UMA HISTÓRIA ÚNICA”, DIZ VEERA HIRANANDANI

2. Primeiro, Mataram o meu Pai

Narrado do ponto de vista de uma criança, Primeiro, Mataram o meu Pai é um relato silencioso sobre as implicações do domínio comunista do Khmer Vermelho no Camboja. A família da menina Loung Ung é enviada a um campo de trabalhos forçados.

Créditos: 1996-98 AccuSoft Inc.

A obra é uma adaptação do livro da ativista dos direitos humanos Loung Ung, em que ela conta sua própria experiência durante o regime totalitário do Khmer Vermelho,  que dizimou 25% da população do país nos anos 1970. O filme marcou a estreia de Angelina Jolie como diretora de um longa.

3. O Diário de Myriam

Outra menina que teve a sua infância roubada por causa de conflitos é Myriam, que nasceu no bairro sírio de Alepo – que já não existe mais. O Diário de Myriam relata a Guerra Civil da Síria pelos olhos de uma menina de 13 anos, auxiliada na escrita pelo jornalista francês Philippe Lobjois

A obra conta como era o cotidiano de uma comunidade de minoria cristã que sofria com o conflito, iniciado em 2011. Myriam começou a registrar sua rotina por sugestão da mãe, que propôs que ela contasse tudo o que viveu para nunca se esquecer do que lhe aconteceu.

4. Refúgio no Mar

A cena de uma criança síria morta em uma praia após ter se afogado fugindo do país comoveu pessoas de todo o mundo, mas as tentativas de fuga pelo mar são muito mais frequentes e abrangentes, como mostra o documentário de curta-metragem Refúgio no Mar.

Créditos: Spin Film

Narrado do ponto de vista de voluntários alemães, ele acompanha o trabalho de uma equipe a bordo de um barco que busca resgatar refugiados que ficam à deriva em botes em alto mar – a maioria deles tentando fugir de países do norte da África. 

5. Refugiados: A Última Fronteira

Na graphic novel Refugiados: A Última Fronteira, Kate Evans combina técnicas de reportagem de testemunhas oculares em arte sequencial, em uma obra repleta de imagens pungentes, chocantes, irônicas e comoventes. Ela foi voluntária no campo de refugiados de Calais, onde é ambientada a história.

Lá, a autora testemunhou o horror e o sofrimento de milhares de pessoas que precisaram abandonar tudo aquilo que conheciam em busca de um novo lar e de segurança. Esta experiência confere à HQ um caráter jornalístico, mas também dos sentimentos e opiniões da autora quanto à crise de refugiados.

6. Beasts of No Nation

Este filme reconhecido internacionalmente acompanha a história de Agu (Abraham Attah), uma criança nigeriana vivendo em uma área protegida pela ONU. Mas a segurança do local é apenas temporária, pois a área é invadida pelo governo local, matando famílias, soltando bombas em cabanas e sequestrando crianças e levando-as à força para os campos de treinamento militar.

Créditos: © 2015 – Netflix

Agu acaba fazendo parte do exército de crianças liderado pelo Comandante (Idris Elba). O filme ilustra a mudança gradual e ao mesmo tempo rápida de uma criança inocente e brincalhona para um agente de guerra, evidenciando o trauma dos trabalhos forçados e de ser jogado para dentro de uma guerra quando ainda se é jovem.

7. Born in Syria

Este documentário acompanha a história de sete crianças sírias refugiadas na Europa. É uma das poucas produções que foca na jornada completa dos refugiados: desde o país de origem até a integração com o novo lar. Ao acompanhar experiências antes, durante e após a fuga do conflito, o documentário expõe em detalhes a situação traumática à qual elas foram submetidas

Créditos: Claqueta, La

Passando por campos de refugiados em países intermediários, como Hungria e Turquia, Born in Syria acompanha estas crianças até seis meses após a chegada em seu destino final. Nesta última etapa, é possível ver as diversas formas de desapego de sua cultura – que podem ser diferentes dentro da mesma família. Todos os procedimentos legais e as adaptações linguísticas, de comunicação e com a comunidade como um todo também estão no documentário.

LEIA TAMBÉM: DIA MUNDIAL DO REFUGIADO: MAIS PONTES E MENOS MUROS

Sobre DarkSide

Avatar photoEles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

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