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8 Escritoras que estão em Bruxas Literárias

Conheça um pouco da vida destas autoras que fazem magia com as palavras.

No lugar de feitiços e poções, estas mulheres praticam a magia através das letras. Seja com seus romances, contos ou poemas, elas conquistam leitores em obras que atravessam o tempo e encantam gerações. Estas autoras estão em Bruxas Literárias, um coven convocado pela escritora Taisia Kitaiskaia e pela ilustradora Katy Horan em uma edição da coleção Magicae da Caveira.

LEIA TAMBÉM: LANÇAMENTO: BRUXAS LITERÁRIAS, POR TAISIA KITAISKAIA E KATY HORAN

São trinta autoras de todos os cantos do mundo, das mais diversas escolas literárias, que são verdadeiras feiticeiras das palavras. Com sua ousadia, criatividade e originalidade, fazem da literatura um ambiente mágico. A edição brasileira conta também com três grandes nomes da literatura nacional.

Conheça a seguir um pouco da vida de algumas destas escritoras poderosas:

1. Agatha Christie

Nascida no litoral britânico em 1890, Agatha Mary Clarissa Miller é conhecida até os dias de hoje como a dama do suspense. Desde jovem sentia que não se encaixava nas escolas para meninas e aos 18 anos escreveu seu primeiro conto. Além de seus interesses pessoais, Agatha escrevia sobre espiritualidade e fenômenos paranormais em seus primeiros trabalhos.

Durante a Primeira Guerra Mundial, Agatha Christie serviu ao seu país como voluntária na Cruz Vermelha. Trabalhar como enfermeira e assistente de farmácia ampliou seus conhecimentos sobre substâncias como fármacos e venenos, o que contribuiu para muitas de suas narrativas que envolviam assassinatos e é amplamente explorado no livro Dicionário Agatha Christie de Venenos.

Agatha é a verdadeira rainha dos whodunits da literatura, com dezenas de obras permeadas por mistérios e suspense envolvendo crimes e investigações policiais. O principal feitiço desta bruxa literária é prender o leitor na trama até que seja revelado o culpado.

LEIA TAMBÉM: AGATHA CHRISTIE: 130 ANOS DE INFLUÊNCIA NA LITERATURA DE SUSPENSE

2. Mary Shelley

Bruxas eram demonizadas por desafiarem os padrões de suas épocas. Com base somente nisso podemos afirmar que Mary Shelley seria considerada uma bruxa em outros tempos, mas nós entendemos que sua magia funciona nas palavras.

Com apenas 19 anos, desafiada por Lord Byron, escreveu uma das histórias de terror mais conhecidas do último século. Seu interesse por ciência, curiosidade sobre vida e morte e fascínio pela tecnologia da época – a eletricidade – deram vida a Frankenstein, um dos monstros mais icônicos da literatura e do cinema.

Filha da revolucionária Mary Wollstonecraft, porém criada pelo pai em decorrência do falecimento precoce da mãe, Mary Shelley foi escritora, dramaturga, ensaísta e autora de literatura de viagens. A escritora contou com formação intelectual, algo que ainda era raro para mulheres, e teve parte de sua vida marcada pela morte de três de seus quatro filhos, quando ainda eram muito pequenos.

3. Emily Brontë

De todas as irmãs Brontë, Emily era a que poderia ser chamada de bruxa solitária, pois era a mais introvertida e que escolheu viver de forma reclusa. A romancista e poetisa era a segunda filha mais velha das irmãs, entre Charlotte e Anne.

Emily Brontë até trabalhou por um tempo como professora, mas a exaustão das longas jornadas de trabalho a deixou doente, e ela optou por se isolar e a se dedicar a tarefas domésticas e à catequese. Dentre as curiosidades da vida da autora que podemos considerar dignas de truques mágicos está o fato de que ela aprendeu alemão sozinha e que cauterizou o próprio braço após ser mordida por um cachorro.

A família Brontë tinha uma saúde fragilizada, principalmente por causa das condições insalubres do local onde morava. Emily viveu apenas 30 anos, mas deixou seu legado na forma de um dos maiores clássicos do romantismo: O Morro dos Ventos Uivantes. Até os dias de hoje, a obra desta bruxa literária influencia as mais complicadas histórias de amor da ficção.

LEIA TAMBÉM: 5 GRANDES INFLUÊNCIAS DE O MORRO DOS VENTOS UIVANTES NA LITERATURA

4. Audre Lorde

“Negra, lésbica, mãe, guerreira, poeta”, com estas palavras a esctitora norte-americana Audre Lorde se descrevia. Esta autora feminista dedicou sua vida e seu talento criativo a apontar e confrontar injustiças, como racismo, machismo, discriminação de classes, capitalismo e o heterossexismo. 

Nascida em Nova York em uma família de imigrantes caribenhos, Audre Lorde teve um importante papel como ativista do feminismo negro. Ela foi cofundadora de um periódico chamado Kitchen Table: Women of Color Press, dedicado às notícias de mulheres negras, e também participou de movimentos pela liberdade de imprensa das mulheres.

Em sua poesia, Lorde liberou não apenas sua raiva e revolta com as injustiças praticadas entre as pessoas e os conflitos entre indivíduos, mas também dos conflitos internos que alguém pode carregar. Ela também escreveu obras de não ficção que misturam ensaios e matérias jornalísticas e que falam de experiências de vida da autora, como sua infância e o diagnóstico do câncer de mama.

5. Virginia Woolf

Considerada uma das novelistas mais importantes do século XX, Virginia Woolf foi uma escritora modernista e uma das pioneiras em incluir os pensamentos e a consciência do narrador em suas histórias. Embora sua obra se misture com especulações e colapsos de sua saúde mental, Woolf deixou um invejável legado narrativo e social.

Em 1912 ela se casou com Leonard Woolf, com quem fundou a Hogarth Press, uma publicação que a ajudou a divulgar boa parte de seu trabalho. Seus romances e ensaios alcançaram sucesso de crítica e de público e, apesar de sua obra ter saído um pouco dos holofotes pela época de seu falecimento, em 1941, ela se tornou central no feminismo da década de 1970, sendo considerada uma das inspirações para o movimento.

Como uma boa bruxa literária, Virginia Woolf até participou por um tempo de um grupo de neopagãos, que buscava o socialismo, o vegetarianismo, o contato com a natureza e estilos de vida alternativos, incluindo nudez em público. A escritora era fascinada pela inocência bucólica do grupo, em contraste com o intelectualismo cético da época.

6. Carolina de Jesus

Uma das primeiras escritoras negras do Brasil é também uma das mais importantes do país. Carolina de Jesus vivia na favela do Canindé, em São Paulo, sustentando seus três filhos como catadora de papéis. Em 1960 sua vida mudou após a publicação de seu diário, sob o título Quarto de Despejo, com a ajuda do jornalista Audálio Dantas.

Com uma tiragem de dez mil exemplares, Quarto de Despejo se esgotou em uma semana, como num passe de mágica. Até os dias de hoje a obra vendeu mais de um milhão de cópias nos quatorze idiomas para os quais foi traduzida. Além de escritora, Carolina foi compositora e poetisa.

Como toda boa bruxa, Carolina de Jesus se recusava a ser submissa a qualquer homem. Ela manteve vários relacionamentos amorosos ao longo de sua vida, foi mãe de três filhos, mas nunca se casou, apesar das propostas de diversos namorados.

7. Clarice Lispector

Brasileira, pernambucana e ucraniana, Clarice Lispector era tudo isso além de ser uma verdadeira maga das palavras. Nascida na Ucrânia, ela veio muito pequena para o Brasil e sempre se identificou como brasileira. A autora de romances, contos e ensaios é considerada uma das principais escritoras brasileiras do século XX e a maior escritora judia desde Franz Kafka.

Apesar de ter cursado a faculdade de Direito, Clarice se interessava mais pela literatura, um universo no qual ingressou jovem como tradutora, e depois se consagrou como escritora, jornalista, contista e ensaísta. Seu livro de estreia, Perto do Coração Selvagem, foi publicado quando ela tinha apenas 24 anos.

As características mais marcantes da obra de Clarice Lispector são o uso intensivo da metáfora insólita, a entrega ao fluxo de consciência e a ruptura com o enredo factual. A escritora ainda tinha uma habilidade quase sobrenatural com idiomas, dominando pelo menos sete: português, inglês, francês, espanhol, hebraico, iídiche e russo.

8. Lygia Fagundes Telles

Assim como Clarice Lispector, Lygia Fagundes Telles também figura entre as escritoras brasileiras mais importantes do século XX e em suas obras explora o universo feminino sob uma perspectiva moderna, não deixando a mulher apenas à margem da figura masculina.

Além de abordar a temática feminina, Lygia abre espaço em sua obra para problemas sociais e alguns temas como adultério, drogas e amor. Ela trabalha com a fusão do fantástico com a realidade do espaço urbano.

Hoje a escritora está com 97 anos e recentemente um de seus contos “perdidos” foi resgatado e será lançado pela primeira vez em livro. Intitulado “A Espera”, o conto fala sobre amores idealizados, expectativas, nostalgia, solidão, incertezas e desejos de “enrolar o fio do tempo”. Acredita-se que a história tenha sido lançada em 1981 em uma edição dedicada à Grécia.

LEIA TAMBÉM: MAGICAE: A FORÇA ETERNA DAS BRUXAS

Sobre DarkSide

Eles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

7 Comentários

  • Érika

    24 de março de 2021 às 10:28

    Amei o post! Garanti meu exemplar de Bruxas Literárias assim que foi anunciada a coleção Magicae e mal posso esperar para o meu livro chegar ^^

  • Mônica Defranco

    24 de março de 2021 às 10:38

    De que se trata o livro afinal de contas ? É a b iografira destas escritoras ? São histórias ou contos delas ? Não entendi o propósito da publicação

    • DarkSide

      25 de março de 2021 às 11:20

      O livro resgata a história dessas autoras na literatura e nos mostram a obra delas com uma ótica mística.

  • Antonio roberto Ferreira Da costa

    24 de março de 2021 às 18:32

    São mulheres maravilhosa em seus escritos e contos,fascinantes e adoraveis de se ler.

    • DarkSide

      25 de março de 2021 às 11:22

      Caveirinha está apaixonada por essa edição que resgata a obra de mulheres incríveis.

  • Lucilene

    25 de março de 2021 às 01:10

    Estou animadíssima com essa coleção e esse era um livro que eu queria muito. Muito obrigada, Darkside! Não vejo a hora dos meus chegarem. Só um adendo, o conto recém lançado da Lygia chama-se “A espera” e é lindo. <3

    • DarkSide

      25 de março de 2021 às 11:25

      E tem muitas outras histórias prontas para chegar nessa coleção. Caveirinha ajustou o texto com relação ao nome do conto.

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