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Crime Scene

BTK: O serial killer que foi capturado por conta de um disquete

Um homem religioso e assassino

Talvez você já tenha ouvido falar sobre a história do BTK, um notório serial killer que aterrorizou os Estados Unidos, principalmente os moradores de Wichita, no Kansas. Mas caso você não saiba, aqui vai um breve resumo sobre Dennis Rader.

Créditos: Revista Galileu

Enquanto não estava na igreja, ele colocava em prática a sigla B.T.K., que viraria seu codinome, e dizia respeito aos verbos em inglês bind, torture e kill, ou seja amarrar, torturar e matar. Que era exatamente o que Dennis Rader, um homem religioso, casado e com filhos, fazia com as suas vítimas.

Ao todo foram 10 vítimas entre homens, mulheres e crianças; todos os crimes cometidos em um período de 17 anos, entre os anos de 1974 a 1991. Depois desse tempo, apesar de não ter cometido mais crimes, ele continuava brincando com a polícia, se correspondendo com os jornais. 

Muitas dessas correspondências provavam que era ele mesmo que estava por trás dos crimes, porque ele falava sobre as posições do corpo ou dava detalhes que somente o assassino poderia saber. Ao mesmo tempo, ele queria que os jornais falassem dele.

E é aqui que a nossa história começa.

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Em janeiro de 2004, o jornal Wichita Eagle publicou uma matéria por conta dos 30 anos do caso Otero, caso esse em que Dennis fez as suas primeiras vítimas. A reportagem continha trechos de relatos de  jovens que afirmavam jamais ter ouvido falar desse assassino e isso foi suficiente para que BTK ressurgisse.

Menos de dois meses depois o jornal recebeu uma carta assinada por BTK com 3 polaroides de Vicki Wegerle, uma de suas vítimas, e a carteira de motorista dela. Nas fotos o corpo estava em posição diferente da achada na cena do crime, o que dava indícios de que só poderiam ter sido tiradas por quem cometeu o crime e que o assassino era o BTK. O detalhe mais chocante era que  Vicki Wegerle não era considerada uma de suas vítimas! O crime aconteceu em 1986 e a polícia, por uma série de motivos, passou a considerar o marido, Bill Wegerle, como o principal suspeito. 

Créditos: Io Generation

Por conta  dessa carta, compararam o DNA encontrado nas unhas de Vicki com amostras de DNA de outras vítimas do BTK e comprovaram que era da mesma pessoa, então, dezoito anos depois, a polícia não considerava mais Bill suspeito. 

Suas correspondências não pararam por aí, cartas foram enviadas em junho, julho e outubro daquele ano, endereçadas à polícia ou jornais. Mostrava-se obcecado em ter seu nome veiculado em meios de comunicação locais, chegando, inclusive, a  ligar para o canal Kake TV dizendo que era o BTK e a pessoa que atendeu desligou a chamada por achar que se tratava de um trote.

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Foi então que, no dia 25 de janeiro de 2005, ele escreveu um bilhete falando que queria se comunicar através de um disquete, mas não sabia se podia ser rastreado ou não.

Aliás, caso você não saiba o que é um disquete, é um disco de mídia com capacidade para armazenar dados, e você colocava no computador, salvava alguns arquivos e isso foi durante muito tempo a nossa forma de transferir arquivos entre computadores, fazer trabalho etc. 

Só que assim, se a comunicação vinha só do BTK, como que a polícia ia responder, não é mesmo?  O chefe de polícia decidiu publicar um anúncio nos classificados por 7 dias seguidos falando que não dava para rastrear o disquete e o BTK acreditou. 

Dia 16 de fevereiro chegou na Kake TV um disquete roxo e a polícia já foi chamando o maior hacker para ver se conseguia descobrir algo. O que acabou por nem ser necessário, pois, ao clicar em propriedades do arquivo surgia um nome, Dennis, e também os dois locais em que o disquete havia passado: o computador da Igreja Luterana de Cristo e o da  Biblioteca Pública de Park City.

Créditos: Oxygen

O serial killer, mostrando sua total inaptidão e aversão à tecnologia, acabou sendo pego. Ao pesquisar essa igreja, descobriu-se que o presidente da congregação se chamava Dennis Rader e o resto, como bem sabemos, virou história. 

Mergulhe na mente de BTK

A linha Crime Scene é dedicada à mente dos psicopatas e serial killers, contando com obras que destrincham o lado mais perverso de suas personalidades. A linha tem dois livros dedicados ao caso BTK:

BTK Profile: Máscara da Maldade

BTK Profile: Máscara da Maldade, um registro contundente e não uma mera reconstituição do caso, com uma narrativa íntima e completa de um pesadelo que assolou a cidade de Wichita por décadas, contada em primeira mão pelas pessoas que estavam lá desde a chocante descoberta.

Os repórteres que cobriram o caso reuniram documentos, evidências e depoimentos da força-tarefa designada para a investigação, colocando todas as peças do horrendo quebra-cabeça em seu devido lugar. Enquanto muitos se concentraram apenas em retratar o mal, o competente time por trás deste livro optou por dedicar a mesma quantidade de tempo às pessoas que o erradicaram. As pessoas que detiveram BTK são policiais de verdade — personagens de carne e osso que baixaram a guarda para que os leitores pudessem seguir com eles em missões de vigilância e confronto, para dentro de seus lares e corações.

LEIA TAMBÉM: BTK PROFILE: A MÁSCARA DA MALDADE REVELA A INSANIDADE DE DENNIS RADER

BTK: Meu Pai

BTK: Meu Pai, de Kerri Rawson, é o corajoso livro de memórias da mulher que precisa carregar para sempre a alcunha de “a filha do BTK”. Nesta obra, a autora encara com bravura o trauma, a desolação e a tristeza de amar de forma profunda e incondicional um homem brutal, sádico e maligno.

Para a autora, a discrepância é inaceitável entre o pai que a levava para pescar e para caminhadas no Grand Canyon e o assassino torturador que vitimou tantas mulheres conhecido como BTK, um acrônimo em inglês para Bond (amarra), Torture (tortura) e Kill (mata). Segredos, carinhos e memórias podem ser manchados pelo sangue dos atos horrendos de seu pai? O leitor vai tirar suas próprias conclusões ao acompanhar as dúvidas, as angústias, a revolta e a redescoberta da esperança de Kerri, em um texto honesto e impactante.

LEIA TAMBÉM: BTK: MEU PAI, DE KERRI RAWSON

Sobre Modus Operandi

O Modus Operandi é um podcast sobre crimes reais, serial killers e casos sobrenaturais. Apresentado por Carol Moreira e Mabê Bonafé, o podcast sempre busca contar as histórias de uma maneira sensível, trazendo os contextos envolvidos e propondo debates e reflexões. Você pode ouvir o podcast em seu agregador favorito, basta pesquisar Modus Operandi.

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