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Casos de Família: 7 Curiosidades sobre o caso Richthofen

Assassinato que chocou o país foi meticulosamente estudado por Ilana Casoy.

Há quase 20 anos um crime ainda choca o Brasil. Uma jovem de classe alta participa do homicídio dos próprios pais, com seu namorado e o irmão dele. O caso Richthofen foi amplamente divulgado pela imprensa, estudado por especialistas, citado em documentários e livros como Casos de Família, de Ilana Casoy, e agora irá para o cinema em duas versões: A Menina que Matou os Pais e O Menino que Matou meus Pais, contando a história sob os pontos de vista de Suzane e de seu namorado Daniel.

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Em Casos de Família: Arquivos Richthofen, Ilana Casoy permite que o leitor tenha acesso aos seus cadernos pessoais de anotações quando acompanhou o caso, promovendo uma verdadeira imersão na história do crime que chocou o país. Ela analisa o comportamento dos três assassinos, as contradições e os erros decisivos que levaram à resolução do caso. “Algumas coisas foram escritas no calor dos acontecimentos, com a emoção exacerbada e sem censura. Outras escrevi no silêncio profundo da minha concentração, debruçada nos autos do processo, tentando montar o terrível quebra-cabeças que estava à minha frente”, declara a autora.

Relembre o caso Richthofen

O crime ocorreu em 31 de outubro de 2002, quando Suzane abriu as portas de casa para seu namorado e o irmão dele, Cristian. O objetivo era assassinar os pais da moça, Manfred e Marísia, que estavam dormindo na ocasião. Apesar de ter inicialmente negado o envolvimento, uma acareação entre os três envolvidos no crime resultou na confissão do homicídio.

Em 2006, os três criminosos foram condenados pelo homicídio: Suzane e Daniel receberam pena de 39 anos e Cristian de 38 anos. A história se mantém forte no imaginário popular por suas peculiaridades, algumas mais conhecidas e outras nem tanto. Acompanhe algumas delas a seguir:

1. A arma do crime foi um perfilado de aeromodelismo

Daniel Cravinhos dedicava-se ao aeromodelismo desde os 13 anos de idade. Ele construía e pintava os aparelhos, de onde tirava sua renda. Foi graças à prática que ele teve contato com a família von Richthofen, pois deu aulas para Andreas, irmão mais novo de Suzane.

Manfred e Marísia foram assassinados com golpes de bastões construídos por Daniel. Os objetos foram feitos com perfilados de ferro com furos, semelhantes ao de estantes metálicas reguláveis. Cravinhos ainda preencheu o meio das barras com madeira, para que elas ficassem mais pesadas.

2. Suzane não articulou o homicídio sozinha

Apesar de ser considerada por muitos a “mastermind” do assassinato, Suzane elaborou o crime em parceria com seu namorado, Daniel. O relacionamento dos dois havia sido proibido pelos pais dela, causando atritos cada vez mais violentos.

Nos meses que precederam o homicídio, Manfred e Daniel tinham trocado ameaças. Os pais dela também tinham passado um período de 30 dias no exterior, quando Suzane e o namorado moraram na casa. Semanas antes do crime, os dois chegaram a testar o som de disparos de revólver, o que os levou a descartar o homicídio por arma de fogo por causa do barulho. 

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3. Os assassinos usaram objetos da própria casa para esconder evidências

Um dos fatos que chamou a atenção da perícia foi a utilização de toalhas e sacos de lixo provenientes da própria residência. Isso era um indício de que o criminoso estava familiarizado com a rotina da casa, por saber onde cada objeto estava guardado.

Além disso, a mansão não apresentava sinais de arrombamento, outro motivo para levantar suspeitas. O único cômodo revirado tinha sido a biblioteca, de onde foram retiradas quantias em dólares e em euros de uma pasta de Manfred. Joias e um revólver das vítimas foram deixados na cena do crime, afastando a investigação da tese de latrocínio.

4. Um jogo de futebol ajudou a estabelecer a linha do tempo

Ao analisar os corpos, o médico legista designado para o caso estimou que o homicídio havia ocorrido entre as 22h e as 24h daquele dia. A hora foi estabelecida com mais precisão graças ao vigia da rua, cuja guarita ficava próxima à mansão dos von Richthofen.

Corinthiano, Francisco Genivaldo Modesto Diniz acompanhava a vitória de seu time sobre o Flamengo naquela noite. Mas não foi apenas o gol do Corinthians no Maracanã que chamou a sua atenção: próximo ao horário da pontuação, um outro Gol passava por ali, o automóvel de Suzane, filha dos von Richthofen, dirigido por ela e estacionado na garagem de casa. Foi graças à informação do vigia que o horário da morte pôde ser definido com mais precisão.

5. O assassinato foi próximo ao aniversário de Suzane

Apenas três dias após o crime, Suzane completaria o seu aniversário de 19 anos, no dia 3 de novembro. A comemoração foi até utilizada como argumento para o irmão dela, quando Suzane disse que iria ao motel com Daniel na noite do dia 31 para festejar a data.

Segundo o psiquiatra forense Guido Palomba, em seu depoimento no documentário Investigação Criminal, parricídios (assassinato de pais) costumam acontecer próximos a datas comemorativas. Para o especialista, estas datas são carregadas de emoções, que podem contribuir com atitudes mais impulsivas.

6. A aquisição de uma moto foi o que entregou os assassinos

Apesar de terem tentado simular um latrocínio, o único item levado da mansão naquele 31 de outubro foram as quantias em moeda estrangeira retiradas da pasta de Manfred. Esta informação havia sido divulgada pela imprensa assim que o crime atingiu as manchetes naquela semana.

Poucos dias depois do ocorrido, Cristian tentou comprar uma moto com dólares, em nome de um terceiro. O fato chamou a atenção do vendedor, que acompanhava a cobertura do duplo homicídio, e o fez ligar para a polícia. A investigação, que já cogitava a possibilidade do envolvimento de Suzane e Daniel no crime, agora incluiu o irmão mais velho dos Cravinhos. Chamado para depor, ele confessou o crime

7. O excesso de álibis foi o que levantou suspeitas dos investigadores

Ao deixar uma arma próxima a Manfred, os assassinos tentaram despistar para a possibilidade de suicídio. Ao levar dinheiro, apontaram para a possibilidade de latrocínio. Além disso, Suzane e Daniel alegaram que no momento do crime estavam em um motel – e inclusive pediram uma nota fiscal do estabelecimento, algo muito improvável.

De acordo com os investigadores envolvidos no caso, o crime parecia ter sido cometido por alguém que assistia programas policiais, no estilo CSI: Crime Scene Investigation, já que nenhuma digital ou roupa manchada de sangue foi encontrada no local. No entanto, foi justamente este excesso de cuidado, somado a algumas inconsistências na história, que voltaram a atenção da investigação para o casal. “O que nos colocou no local foi justamente o excesso de cuidado deles para não estarem no local”, declarou a delegada Dra. Cíntia Tucunduva.

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