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Conheça as diversas origens dos contos de fadas

Nikita Gill reinventa os clássicos que marcaram a vida de gerações

Era uma vez um conjunto de histórias tão marcantes que elas atravessaram gerações com suas lições de moral e pontuais adaptações aos valores da sociedade de cada época. Em releituras sob medida para o século XXI, elas foram modificadas e publicadas em Contos de Fadas & Poemas Vorazes para Alimentar a Alma, de Nikita Gill.

LEIA TAMBÉM: LANÇAMENTO: CONTOS DE FADAS & POEMAS VORAZES, DE NIKITA GILL

A escritora deu aos clássicos uma voz moderna e muito necessária. Nessas versões, ela desmonta os clichês antiquados que não têm mais vez nos dias de hoje, embora tenham ficado enraizados no imaginário coletivo. Sob seus versos os contos de fadas se tornaram histórias de empoderamento, feminismo, amor, imagem corporal, autoestima e relações tóxicas.

Contos de Fadas & Poemas Vorazes para Alimentar a Alma

Mas essa não é a primeira e nem será a última vez que histórias como Branca de Neve, A Bela Adormecida e Cinderela ganharão novas versões. A verdade é que os contos de fadas passam por reinvenções ao longo de séculos, alguns até mesmo de milênios.

Origens conhecidas dos contos de fadas

Se você cresceu assistindo às versões da Disney dessas histórias, provavelmente já soube em algum momento que elas são bem mais leves e amigáveis ao público infantil do que os “originais”. Concebidas para servirem como parábolas para lições de moral, essas tramas costumavam ter desfechos muito mais violentos e perturbadores.

Muitos contos de fadas são atribuídos aos Irmãos Grimm, que coletaram e escreveram as histórias do folclore germânico, procurando ao máximo preservar personagens, enredo e estilo. Porém, esse trabalho foi feito apenas no início do século XIX, algo consideravelmente recente se levarmos em conta que tais contos já circulavam pela Europa há muito mais tempo.

Irmãos Grimm
Créditos: Elisabeth Jerichau-Baumann

Embora não tenham sido os criadores de tais histórias, o trabalho dos Irmãos Grimm não deve ser desmerecido. Eles inspiraram outros escritores a “colecionarem” os contos folclóricos de suas regiões, permitindo um registro muito mais amplo e garantindo que as histórias não se perdessem em gerações futuras.

Mais de um século antes da publicação dos Irmãos Grimm, Charles Perrault já havia assumido a tarefa de coletar e publicar histórias populares voltadas ao público infantil. Ele havia passado boa parte da sua vida na corte de Versalhes, servindo ao rei Luís XIV. 

Naquela época, datada da metade do século XVI, um dos passatempos nos salões franceses envolvia contar e reimaginar histórias folclóricas, que eram narradas apenas verbalmente. A transmissão dos contos dessa maneira resultou em muitas mudanças de detalhes. É possível que Perrault tenha sido um dos primeiros a registrá-los em tinta, contribuindo com a preservação dessas narrativas.

Charles Perrault

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Histórias mais antigas que o próprio tempo

Porém, se pararmos para imaginar um mapa dos contos de fadas, sabemos que o território é muito mais amplo do que a Europa Central. Vindas do oriente com as Histórias das Mil e uma Noites e dos caminhos do Ártico com A Pequena Sereia de Hans Christian Andersen e contos do russo Alexander Afanasyev, descobrir as origens mais antigas dos contos de fada se torna um desafio ainda maior — principalmente pela ausência de registros nos tempos mais antigos.

Portos, mercados públicos e locais de peregrinação ao longo da costa mediterrânea acabaram se tornando importantes centros de disseminação de histórias verbais. Até mesmo histórias de fora da Europa, como Aladdin e Ali Babá e os Quarenta Ladrões acabaram se popularizando somente após terem sido “importadas” pela França, deixando suas origens ainda mais desconhecidas.

Pesquisadores de Lisboa e de Durham se utilizaram de técnicas normalmente empregadas por biólogos, além de estudos acadêmicos conectando tais histórias, para buscar um possível marco zero dos contos de fadas — e ele parece ser tão antigo quanto a nossa habilidade de comunicação.

Os estudos descobriram que muitas das histórias creditadas aos séculos XVI e XVII têm milhares de anos, datando à Idade do Bronze, há mais de 5 mil anos. Contos como A Bela e a Fera e Rumpelstiltskin, por exemplo, já têm mais de 4 mil anos de idade.

Ilustração de A Bela e a Fera
Créditos: Warwick Goble

Uma história em particular — sobre um ferreiro que faz um pacto com alguma entidade (o diabo, a morte ou algum gênio), trocando sua alma pela habilidade de conseguir fundir qualquer material — é possivelmente o conto de fadas mais antigo já registrado. De acordo com a pesquisa, o enredo é observado em contos que se estendem pelo mundo Indo-europeu, da Índia à Escandinávia. Isso significa que ele teria entre 5 e 6 mil anos, sendo até mesmo mais antigo do que idiomas como o inglês, o francês e o italiano.

Seja nos dias de hoje, no século XVII ou há 5 mil anos, as histórias sempre foram utilizadas para transmitir lições, valores e registrar os costumes de toda uma sociedade. É no mínimo natural que elas sejam mudadas, repaginadas e readaptadas ao longo de milênios. Assim como há espaço para os clássicos, há também vez para novos contos de fadas, que transmitam os valores e as lições dos tempos atuais.

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Sobre DarkSide

Avatar photoEles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

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