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Crimes internacionais investigados por Robert K. Ressler

Mesmo aposentado, agente do FBI contribuiu com investigações em todo o mundo

Robert K. Ressler dedicou a sua vida a entrar na mente de serial killers, até mesmo depois da aposentadoria. O agente do FBI que é um dos autores de Mindhunter Profile 2: Mundo Serial Killer, ajudou a traçar o perfil para identificar e prever comportamentos de assassinos em série. Sua contribuição com a psicologia forense foi tão grande que ganhou o mundo. Literalmente.

LEIA TAMBÉM: QUEM FOI ROBERT K. RESSLER, O AGENTE DO FBI QUE ENTROU NA MENTE DOS SERIAL KILLERS

FBI investigator Robert Ressler pioneered the practice of criminal profiling and is credited with coining the term “serial killer.” He died on May 5.

Neste segundo livro, Ressler conta sobre o seu período após deixar o FBI. Muito diferente de uma aposentadoria sossegada, cuidando das plantas, ele passou a ser requisitado em investigações complexas em diferentes partes do mundo. O agente teve a oportunidade de aplicar seus protocolos em países como Inglaterra, África do Sul e Japão.

A Caveira trouxe alguns dos casos internacionais mais sinistros investigados por Robert K. Ressler. Confira: 

O assassinato de Wimbledon Common

Considerada uma das investigações mais controversas da história do Reino Unido, o assassinato em Wimbledon Common levou mais de uma década para ser realmente solucionado. O crime ocorreu em 1992 na região sudoeste de Londres, quando uma mulher chamada Rachel Nickell foi violentamente esfaqueada e abusada sexualmente próximo à sua casa, em plena luz do dia, enquanto passeava com seu filho de dois anos. O assassinato despertou revolta na população e na mídia, aumentando a pressão sobre a investigação policial.

Rachel Nickell – Wimbledon Common | Créditos: Rex Features

A equipe da Polícia Metropolitana pediu o auxílio de Paul Britton, um psicólogo criminal, para identificar o assassino. Segundo ele, o criminoso seria alguém de inteligência e educação média, que, se empregado, trabalharia em alguma função operacional. O perfil seria de um homem solteiro, com um estilo de vida relativamente isolado, que moraria na região de Wimbledon Common e estivesse familiarizado com os arredores. Britton ainda acreditava que o criminoso tivesse algum desvio sexual, pertencendo a um subgrupo muito específico e raro da população masculina.

Coincidentemente, Robert K. Ressler chegou a Londres semanas depois do crime ter ocorrido e teve acesso a alguns documentos do caso. Apesar de concordar com muitas das características levantadas por Paul Britton, ele discordava de que o assassino pertencesse a um grupo raro. Segundo ele, existem muitos homens jovens introvertidos e com desvios sexuais deste tipo na sociedade.

Um homem inocente chegou a ser julgado pelo crime, mas o juiz considerou que não existiam evidências para condená-lo, acreditando que a polícia teria tentado incriminá-lo. Em 2002 o caso foi reaberto por uma equipe da Scotland Yard especializada em casos antigos, aplicando tecnologias mais avançadas para tentar identificar o culpado. Em 2006 o assassino foi identificado: Robert Napper, que já estava preso por outro assassinato, cometido em 1993.

LEIA TAMBÉM: 5 SERIAL KILLERS ESTUDADOS POR ROBERT K. RESSLER

O Assassino do ABC

Em pouco mais de um ano, um serial killer causou pelo menos 38 mortes em três cidades sul africanas: Atteridgeville, Boksburg e Cleveland. As vítimas do Assassino do ABC (em referência aos nomes das cidades) eram todas mulheres negras, que tinham idades entre 19 e 45 anos.

Cometidos entre meados de 1994 e o final de 1995, os assassinatos chamaram a atenção do país e até mesmo Nelson Mandela clamou por esforços para que o assassino fosse capturado. Em 1995, a agente que fazia os perfis do caso, Micki Pistorius, encontrou Robert K. Ressler em uma conferência na Escócia e pediu que ele avaliasse a investigação do Assassino do ABC.

Naquela época, um homem havia morrido sob custódia policial quando acreditavam que ele era o assassino de Cleveland, mas as autoridades temiam ter capturado o homem errado. À época, Ressler acreditava que o assassino das cidades de Atteridgeville e Boksburg era a mesma pessoa, mas que não estaria envolvido com os crimes de Cleveland. O especialista ainda pontuou que o assassino das duas primeiras cidades estava ganhando confiança e que logo entraria em contato com a imprensa.

Não demorou muito e o criminoso se identificou por telefone a jornalistas locais como Moses Sithole. Ao dar a pista sobre a localização de um dos corpos, se tornou o principal alvo das buscas. Neste mesmo telefonema, alegou ter feito mais de 70 vítimas, número que nunca foi comprovado. 

O serial killer foi encurralado em Johanesburgo, preso e julgado por assassinato, estupro e roubos. A soma de suas sentenças – 38 homicídios, 40 estupros e seis assaltos – lhe rendeu 2.410 anos de prisão. Segundo ele, teria se tornado um assassino por ter sido injustamente encarcerado na adolescência por estupro. Defendia que suas vítimas eram semelhantes fisicamente à mulher que teria lhe acusado falsamente no passado.

Ataque com gás no metrô de Tóquio

Outro caso internacional analisado por Ressler foi o ataque com gás no metrô de Tóquio, em 1995. Trata-se do maior atentado ocorrido no Japão desde a Segunda Guerra Mundial.

O ataque terrorista foi orquestrado pelo culto Shoko Asahara, que já havia realizado outros atentados, mas de proporções menores. Eles utilizaram gás sarin, uma substância considerada arma de destruição em massa e que pode matar uma pessoa em apenas dez minutos. Ao soltarem o gás em três linhas do metrô de Tóquio durante o horário de pico, eles mataram 14 pessoas, feriram 5.500 e causaram problemas temporários de visão em mais mil. 

Ataque metrô de Tóquio | Créditos: Associated Press

Cinco membros do culto se dividiram em grupos e cada um deles carregava aproximadamente um litro de sarin líquido em sacos plásticos envoltos em jornal. Com guarda-chuvas pontiagudos, cada um embarcou nos vagões de suas respectivas linhas e deixou para trás, desembarcando em alguma estação pré-determinada, o pacote repleto de furos feitos pela ponta do guarda-chuva. Deixado no chão, o sarin rapidamente evaporou, atingindo passageiros e funcionários do metrô em pouco tempo.

Após o ataque, a polícia prendeu muitos membros do alto escalão do culto. As buscas continuaram por meses e mais de duzentos membros foram detidos. Treze envolvidos foram sentenciados à morte. Até hoje algumas das pessoas afetadas pelo ataque vivem com sequelas causadas pelo gás.

LEIA TAMBÉM: 10 DOCUMENTÁRIOS SOBRE CRIMES REAIS

Baixe o book preview de Mindhunter Profile 2: Mundo Serial Killers aqui.

Sobre DarkSide

Eles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

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