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Quem foi Robert K. Ressler, o agente do FBI que entrou na mente dos serial killers

Veja a comparação entre ele e outras pessoas reais retratadas na série Mindhunter.

Se você é fã do selo Crime Scene não precisamos reunir muitas evidências para saber que você adora mergulhar na mente de psicopatas. Entender o que leva pessoas a cometerem atos tão hediondos, principalmente repetidas vezes, como é o caso dos serial killers foi uma das missões de vida de Robert K. Ressler, agente do FBI que é um dos autores de Mindhunter Profile: Serial Killers.

LEIA TAMBÉM: MINDHUNTER PROFILE: SERIAL KILLERS CHEGA AO SELO CRIME SCENE

Desde a sua infância em Chicago, Robert Kenneth Ressler se interessou por assassinos de tanto ler as matérias de jornal sobre o “Assassino do Batom”. Era mais uma relação de fascínio do que necessariamente de medo, assim como aconteceu com outros criminosos que ele conheceu durante seu tempo no FBI.

Quando entrou para o exército dos Estados Unidos, Ressler foi realocado para o Japão, onde permaneceu por dois anos. De volta, ele decidiu cursar a Escola de Criminologia e a faculdade de Administração Policial da Universidade Estadual de Michigan, onde se formou.

Durante sua carreira no exército, chegou a morar na Alemanha e na Tailândia e seu trabalho consistia predominantemente em resolver casos que envolviam homicídios, assaltos e incêndios culposos. Depois de ter se tornado major, Robert Ressler foi transferido para o FBI.

A carreira no FBI e o perfil de serial killers

Ressler entrou para o FBI em 1970 e foi recrutado para a Unidade de Ciências Comportamentais. O trabalho dele era traçar perfis de criminosos violentos, como estupradores e assassinos em série, que normalmente selecionam suas vítimas aleatoriamente.

Entre os anos de 1976 e 1979 ele ajudou a organizar as entrevistas de 36 assassinos em série que estavam presos. O objetivo era encontrar traços em comum entre os históricos destes criminosos e os possíveis motivos que os levaram a cometer crimes.

Este trabalho é narrado por Robert K. Ressler, em parceria com Tom Schachtman, em Mindhunter Profile: Serial Killers. O livro convida o leitor aos corredores e salas do FBI quando a unidade em que Ressler trabalhava desenvolveu o método para traçar estes perfis, por meio das entrevistas com criminosos, análises e catalogações que fundamentaram o trabalho de investigação do Bureau até os dias de hoje.

Durante seu tempo no FBI, Robert Ressler também foi peça fundamental para implantar o Programa de Apreensão de Violência Criminal, que consistia em um banco de dados com informações sobre homicídios não solucionados. Baseado no princípio de que a maioria dos serial killers apresentavam um padrão para suas vítimas, o Programa tinha por objetivo agir rapidamente quando o assassino cometia crimes em localidades diferentes – com diferentes jurisdições policiais. Isso facilitou o trabalho de cooperação entre o FBI e as polícias locais.

Ressler trabalhou em diversos casos de homicídio, incluindo alguns nomes conhecidos de assassinos, como Jeffrey Dahmer, Ted Bundy, Richard Chase e John Joubert. Depois de se aposentar, em 1990, ele escreveu alguns livros sobre o seu trabalho e o perfil dos assassinos.

LEIA TAMBÉM: FILME, LIVRO E DOCUMENTÁRIO: UM MERGULHO NA MENTE DE TED BUNDY

Mesmo aposentado, Ressler utilizou sua experiência para auxiliar em algumas investigações no Reino Unido e na África do Sul. Ele também trabalhou como consultor de Thomas Harris quando escreveu O Silêncio dos Inocentes, ajudando a traçar o perfil do assassino canibal Hannibal Lecter.

Robert K. Ressler e outros personagens reais da série Mindhunter

Apesar de a série ter sido adaptada do livro de seu colega John E. Douglas, Robert K. Ressler é um personagem importante na série Mindhunter, da Netflix. Ele inspirou o personagem Bill Tench (Holt McCallany), colega de Holden Ford (Jonathan Groff), baseado em Douglas.

Mas os dois não são os únicos personagens da série que vieram de pessoas reais. Confira a seguir uma comparação entre as personalidades que existiram e os personagens baseados nelas:

Bill Tench e Robert K. Ressler

Um dos agentes protagonistas da série foi inspirado livremente em Ressler. Foi ele quem cunhou o termo “serial killer”, mas de forma geral foi uma inspiração bem superficial por parte dos roteiristas. Várias das situações vividas por Bill são fictícias.

Holden Ford e John E. Douglas

O parceiro de Bill, Holden, foi inspirado no colega de Robert, John E. Douglas. Assim como o agente Ford, Douglas entrevistou os assassinos em série David Berkowitz, Ed Kemper, Charles Manson e Richard Speck. A série é inspirada no livro dele, mas também toma várias licenças criativas para fins de entretenimento.

LEIA TAMBÉM: “DESDE PEQUENO CHARLES MANSON ERA MAU E PERIGOSO”, DIZ JEFF GUINN, AUTOR DA BIOGRAFIA SOBRE O ASSASSINO

Dra. Wendy Carr e Dra. Ann Wolbert Burgess

A professora do Boston College Dra. Ann Wolbert Burgess foi a inspiração para a personagem da Dra. Wendy Carr (Anna Torv). Ela chegou a trabalhar com os dois agentes que inspiraram os protagonistas da série e, juntos, eles publicaram um manual de classificação para criminosos violentos.

Dennis Rader, o assassino (BTK)

Um dos personagens mais enigmáticos da série é Dennis Rader (Sonny Valicenti), que ficou conhecido como o assassino BTK. Ele assassinou 10 pessoas entre 1974 e 1991, mas só foi preso em 2004. 

LEIA TAMBÉM: 6 FATOS PERTURBADORES SOBRE O ASSASSINO BTK

Ed Kemper

BTK pode ser até enigmático, mas ninguém causa tantos calafrios como Ed Kemper (Cameron Britton), um dos assassinos entrevistados pela dupla de agentes e que se aproximou até demais de Holden. Kemper matou seus avós quando tinha 15 anos, sua mãe e mais seis pessoas.

Charles Manson

Damon Herriman interpretou Manson em Mindhunter e também em Era uma vez… Em Hollywood, filme de Quentin Tarantino lançado pela mesma época. Apesar da breve participação, o personagem entrega toda a sua influência sobre as mentes de jovens que executavam crimes assombrosos em seu nome, incluindo o assassinato da atriz Sharon Tate quando estava grávida.

David Berkowitz, Filho de Sam

Outro assassino conhecido que foi parar na série é David Berkowitz (Oliver Cooper). Ele enviava cartas à imprensa assinadas por “Filho de Sam”. Assim como retratado na série, o assassino atribuía suas ações a ordens enviadas por demônios.

Camille Bell

Camille Bell (June Carryl) é alguém real que foi parar na série. Mãe de Yusuf Bell, um garoto de 9 anos que foi vítima do assassino de crianças de Atlanta. Assim como na série, ela agiu de forma bem incisiva durante este período de crimes, iniciando um movimento para parar com os assassinatos de crianças.

Wayne B. Williams

Mindhunter mostrou que a polícia encerrou vários casos relacionados ao assassino de crianças de Atlanta após a prisão de Wayne B. Williams (Christopher Livingston). Porém, até hoje muitas pessoas desconfiam de que ele tenha sido responsável por todas as mortes.

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