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O olhar afiado de François Baranger sobre a obra de H.P. Lovecraft

O Chamado de Cthulhu chega à DarkSide® em edição ilustrada

Em 1928, a publicação de O Chamado de Cthulhu se tornou um clássico absoluto e fez de H.P. Lovecraft um dos autores mais influentes do horror cósmico. Em 2021, os fãs do autor poderão visualizar a obra pelos traços impactantes de François Baranger em uma edição ilustrada publicada no Brasil pela DarkSide® Books.

LEIA TAMBÉM: LANÇAMENTO: O CHAMADO DE CTHULHU, DE H.P. LOVECRAFT E FRANÇOIS BARANGER

A nova edição foi originalmente publicada por meio de um financiamento coletivo, que arrecadou nove vezes o valor inicialmente solicitado pelo autor. Ao ver a arte de François Baranger dá pra entender por que tanta gente apostou no trabalho dele. O artista evoca como poucos o universo sombrio, etéreo e nebuloso descrito por Lovecraft.

Quem é François Baranger

Créditos: https://www.instagram.com/francoisbaranger

Nascido em 1970, Baranger é um artista multifacetado, trabalhando com ilustração e escrita. Sua atividade principal é como ilustrador, com uma carreira até então mais voltada à indústria dos videogames e criando conceitos visuais para o cinema. Sua trajetória conta com filmes como os da franquia Harry Potter, Fúria de Titãs e A Bela e a Fera.

Além disso, ele também ilustrou diversas capas de livros e em 2013 escreveu seu primeiro livro de ficção científica, intitulado Dominium Mundi. Ele já publicou mais dois livros além desse, ambos de suspense, e está trabalhando em uma obra de fantasia.

Nos últimos anos, o artista tem dedicado todo o seu tempo a fazer adaptações ilustradas dos contos de H.P. Lovecraft, publicados em livros com tamanho de pôster ou livros de mesa.

LEIA TAMBÉM: 5 FILMES ADAPTADOS DO MACABRO UNIVERSO DE H.P. LOVECRAFT

O encontro com a obra de H.P. Lovecraft

Assim como muitas pessoas de sua geração, Baranger descobriu Lovecraft quando era adolescente, nos anos 1980, e jogava RPG – aliás, foi justamente por causa do jogo de O Chamado de Cthulhu. Para melhorar suas habilidades no RPG, ele começou a ler a obra do autor. Em entrevista ao site britânico EDT Gaming, declarou: “Desde então eu nunca me recuperei. Na verdade, o universo dele corresponde muito bem a alguns dos meus gostos pessoais.”

François Baranger sempre viu em H.P. Lovecraft um escritor que compartilhava do seu gosto em explorar os limites da fantasia. “Quando eu comecei a desenhar na adolescência, comecei muito cedo a fazer ilustrações baseadas na obra dele. Mas na época eu nunca estava satisfeito. Levei bastante tempo até me sentir pronto para mostrar o resultado da minha interpretação do mundo dele.”

Além de O Chamado de Cthulhu, o artista também já ilustrou e publicou outro livro de Lovecraft, Nas Montanhas da Loucura. Cada uma de suas obras ilustradas exige bastante tempo e dedicação de Baranger, que leva de dez a quinze dias para finalizar uma arte de página dupla, por exemplo.

Para conseguir capturar a atmosfera que o escritor queria transmitir em suas histórias, François Baranger explica que a experiência em elaborar conceitos visuais para filmes ajuda bastante. “De certa forma, imaginei Lovecraft como um diretor de cinema que acabara de me contratar para criar a arte conceitual de sua história. Então a reli como se fosse um roteiro, selecionando as partes que era importante ilustrar.”

O artista faz questão de enfatizar que não pretende imprimir a sua visão sobre o clássico, mas busca se manter ao máximo fiel à visão do próprio H.P. Lovecraft: “Tentei entrar na mente do autor para melhor transcrever seu universo. É por isso que minha versão é muito fiel. Não tentei modernizar Lovecraft, mas me ater às duas descrições, ao pé da letra.”

Questionado sobre o que o escritor acharia de sua arte, François Baranger expressa um otimismo contido. “Eu nem sei se Lovecraft teria gostado que o seu trabalho fosse ilustrado. Dito isso, eu tenho a impressão de que ele teria gostado, porque eu sei que seu primeiro contato com literatura fantástica, quando ele a conheceu ainda na infância, foi uma edição de A Narrativa de Arthur Gordon Pym, de Edgar Allan Poe, ilustrada por Gustave Doré. Então eu acredito que ele teria gostado de ver uma versão completamente ilustrada de sua história, principalmente porque eu tentei me manter mais fiel possível ao original.”

Podemos nunca saber o que Lovecraft teria pensado do trabalho de François Baranger, mas temos certeza de que os darksiders mal podem esperar para conferir de perto a versão ilustrada de O Chamado de Cthulhu.

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Sobre DarkSide

Eles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

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