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Grupo de investigadores aponta possível identidade do Assassino do Zodíaco

Conheça o caso que já dura 50 anos

No final dos anos 60 e início dos anos 70, uma onda de assassinatos assombrou o norte da Califórnia, espalhando pânico e terror pela população local. O assassino, conhecido como “Zodíaco”, empregava métodos brutais e sua busca por reconhecimento o levou a enviar cartas e mensagens cifradas para a imprensa, criando um mistério que dura mais de 50 anos. O comportamento de enviar cartas provocativas para a imprensa foi depois copiado pelo assassino BTK, que foi preso em 2005.

LEIA TAMBÉM: 6 FATOS PERTURBADORES SOBRE O ASSASSINO BTK

As primeiras vítimas

Em Dezembro de 1968, o casal de adolescentes David Arthur Faraday (17 anos) e Betty Lou Jensen (16 anos) fazia um passeio noturno quando foi surpreendido pelo assassino. Com um tiro à queima-roupa, David foi executado ainda dentro do carro enquanto Betty conseguiu sair e correr por cerca de 20 metros antes de ser atingida.

Poucos meses depois, em Julho de 1969, mais dois jovens foram alvejados a cerca de 3 km de distância do local do 1º assassinato: Michael Renault Mageau (19 anos) e Darlene Elizabeth Ferrin (22 anos). Eles foram surpreendidos por um homem que simplesmente sacou uma pistola e atirou. Darlene veio a falecer, enquanto Michael foi levado às pressas para o hospital e sobreviveu.

Poucas horas depois a polícia recebeu o 1º contato do Zodíaco (que ainda não usava esse nome): um homem ligou para a central assumindo os dois crimes e informando a localização dos corpos.

As cartas e mensagens cifradas

Menos de um mês após a ligação, o Zodíaco dá início a uma intensa e confusa comunicação com a imprensa e a polícia: No dia 1º de Agosto, os jornais Vallejo Times-Herald, San Francisco Chronicle e San Francisco Examiner receberam cartas do autoproclamado assassino que continham informações que apenas ele e a Polícia tinham acesso. Além dessas informações, foram enviadas mensagens cifradas que ele exigia serem publicadas na 1ª página de cada jornal. Caso elas não fossem publicadas, o assassino prometia começar uma matança.

Trecho de uma cifras enviada pelo assassino.

A 1ª mensagem havia sido decifrada pelo casal Donald Gene Harden e Bettye June Harden alguns dias depois e não dava nenhuma pista sobre a identidade do assassino, contendo apenas um texto em que ele dizia que gostava de matar e que suas vítimas seriam suas escravas no Paraíso. Essa informação não foi divulgada imediatamente, levando o assassino a enviar uma 2ª carta, que além de conter mais informações sobre os assassinatos, pela 1ª vez ele a assinava com o nome pelo qual ficou conhecido, Zodíaco.

Foi apenas em 2020 que a 2ª mensagem foi totalmente decodificada e tornada pública: “Espero que vocês estejam se divertindo muito enquanto tentam me pegar. Não tenho medo da câmara de gás porque ela vai me mandar para o paraíso mais cedo porque agora tenho escravos suficientes para trabalhar para mim”.

Em Setembro de 1969 o assassino atacou mais um casal, Bryan Hartnell e Cecelia Shepard. Dessa vez ele usou uma faca e, assim como no crime anterior, apenas a garota veio a falecer. Como forma de provar que era a mesma pessoa por trás dos crimes, ele escreveu na porta do carro as datas de cada assassinato.

No mês seguinte, em Outubro, o taxista Paul Stine foi assassinado durante uma corrida e, o que a princípio era investigado como um assalto, passou a ser contabilizado entre os crimes do Zodíaco após ele enviar uma nova carta assumindo a autoria e enviando um pedaço da camisa usada por Stine no momento de sua execução. 

LEIA TAMBÉM: BTK: MEU PAI, DE KERRI RAWSON

Paul Avery

Ainda em 1970, o jornalista Paul Avery, do San Francisco Chronicle, produziu diversas matérias sobre os crimes e chamou atenção para o fato de que, em alguns casos, apenas as mulheres se tornavam vítimas fatais, atribuindo ao assassino uma fúria direcionada especificamente para elas. 

Após a publicação dessa matéria, o assassino enviou um cartão de Halloween em tom ameaçador e também desdenhando de Avery. Essa foi a 1ª vez em que o assassino endereçou sua mensagem para uma pessoa específica. Outros jornalistas, com medo do que o assassino pudesse fazer contra eles, passaram a usar broches com os dizeres “Eu não sou Paul Avery”.

Paul Avery – Créditos: Alchetron

Avery também alegava ter recebido uma pista de que um assassinato ocorrido em 1966 tinha sido executado pelo Zodíaco. A vítima, Cheri Jo Bates, foi esfaqueada e encontrada morta a muitos quilômetros de distância da área dos outros crimes. A partir desse ponto o assassino começou a assumir crimes que nunca foram oficialmente atribuídos a ele (são reconhecidas 7 vítimas, sendo 5 fatais). Após a publicação dessa matéria, o Zodíaco enviou uma carta para o Los Angeles Times sugerindo que havia feito mais vítimas anteriormente.

Em Março de 1971, Avery recebeu outro cartão, dessa vez composto por uma colagem que fazia referência ao Lago Tahoe e dava pistas de um local onde a polícia deveria vasculhar. A enfermeira Donna Lass estava desaparecida desde Setembro de 1970. Ela nunca foi encontrada e nem formalmente nomeada como vítima do Zodíaco.

O assassino passou 3 anos em silêncio até que, em Janeiro de 1974, ele envia uma carta tida como sua última pela maior parte dos investigadores. Nela, ele comenta ter assistido o filme “O Exorcista” e também se vangloria de ter feito 37 vítimas até o momento. Em 1978 é enviada uma nova carta mas existem incongruências sobre ela ser verdadeira. Nela, ele cita o detetive Dave Toschi, que foi afastado do caso por suspeitas de ter forjado esta última correspondência.

Investigações posteriores levantaram suspeitas de que o Zodíaco tenha cometido mais um duplo homicídio, o do casal Robert Domingos e Linda Edwards em 1963. Apesar dessa suspeita, o caso foi investigado de forma separada, não sendo creditado ao assassino.

Case Breakers

Em todos esses anos de investigação (ela ainda se encontra em aberto), alguns suspeitos foram apontados pela polícia, mas as análises se mostraram inconclusivas em todos os casos. Paul Avery escreveu um livro (que mais tarde foi adaptado para o cinema) e algumas pessoas vieram à mídia apontar conhecidos como suspeitos, levando a polícia a becos sem saída.

Em Outubro de 2021, o grupo independente Case Breakers tornou público o resultado da sua investigação e apontou a identidade do assassino: Gary Francis Poste. Em um longo texto publicado em seu site oficial, o grupo afirma que encontrou novas evidências e relatos de pessoas que conheceram Poste.

Após uma investigação que durou 6 anos e se iniciou com uma denúncia de agressão, o grupo entrou em contato com a polícia que foi enfática em dizer que não havia nenhuma prova que o ligasse ao caso. Dentre as provas que o Case Breakers alega ter encontrado, estão imagens das cicatrizes de Gary que batem com as cicatrizes dos retratos falados do Zodíaco e também uma nova interpretação das mensagens cifradas que dão outro sentido ao texto (mas que não foi publicada até o momento). Um dos responsáveis pela nova análise é o ex-agente de contraespionagem Jen Bucholtz.

Após o anúncio do grupo, o FBI se pronunciou afirmando que tem conhecimento do interesse público pelo caso, mas que essa não é uma linha que será seguida nas investigações pois, segundo o próprio FBI, não existem provas contra Poste.

Gary Poste faleceu em 2018 e nunca foi investigado como o real assassino.

LEIA TAMBÉM: AS MENTES PSICOPATAS MAIS PERTURBADORAS ESTUDADAS POR ILANA CASOY

Sobre DarkSide

Eles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

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