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Israel Keyes: curiosidades macabras do Predador Americano

Acredita-se que o serial killer matou pelo menos 11 pessoas ao longo de 14 anos

04/09/2023

O rastro de destruição deixado por Israel Keyes tem tudo para fazer do serial killer do Alasca um assassino tão conhecido quanto Ted Bundy, John Wayne Gacy e Jeffrey Dahmer. Tema do livro Predador Americano, da jornalista investigativa Maureen Callahan, Keyes matou pelo menos 11 pessoas ao longo de 14 anos, antes de cometer suicídio na cadeia. Tudo isso sob o disfarce de um pai dedicado que trabalhava na construção civil no mais gélido dos estados norte-americanos.

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Veja detalhes macabros do modus operandi do assassino.

Invasão de propriedades 

Israel Keyes invadia propriedades — fossem elas casas, fazendas, estabelecimentos comerciais e até igrejas — para sequestrar suas vítimas. Ao FBI, ele disse ter invadido até 30 casas e chegou a encobrir um homicídio com um incêndio criminoso.

Criminoso viajante

Keyes era inteligente e agia de forma organizada em locais remotos por todo o país. Ao longo de 14 anos, ele viajava de uma cidade para outra, alugava um carro e dirigia milhares de quilômetros para cometer atos de pura maldade. Acredita-se que ele tenha passado por pelo menos 10 estados norte-americanos.

Israel Keyes

Roubo a bancos

​​Keyes disse ter roubado vários bancos para financiar suas viagens junto com o dinheiro que ganhou como empreiteiro, de acordo com o FBI. Quando ele foi preso, em 2012, notas de dólares marcadas com tinta vermelha — que indicam roubo — foram encontradas em sua caminhonete.

O caso Samantha Koenig

Samantha Koenig, de 18 anos, foi a última vítima de Keyes e o motivo para ele ter sido preso. Sequestrada no café em que trabalha em fevereiro de 2012, Samantha teve o cartão de banco roubado e foi estuprada antes e depois de ser assassinada. O corpo da jovem foi deixado em um galpão por 21 dias, enquanto Keyes viajava com a família. Na volta, ele aplicou maquiagem no rosto de Samantha, conservado pelas temperaturas negativas do Alasca, costurou os olhos dela com linha de pesca para parecerem abertos e a fotografou segurando um jornal para pedir por resgate em dinheiro. Depois disso, esquartejou o corpo e jogou as partes no lago Matanuska ao longo de três dias.

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O caso Bill e Lorraine Currier

Em 2011, Keyes invadiu a casa de Bill e Lorraine Currier, em Essex, Vermont, amarrou os dois e os levou até uma fazenda abandonada. Lá, ele atirou em Bill, ex-membro do exército norte-americano como ele, e abusou sexualmente de Lorraine antes de matá-la por estrangulamento. Os corpos nunca foram encontrados pois teriam sido carbonizados em um incêndio criminoso provocado por Keyes.

Biblioteca

Na casa que dividia com a namorada em Anchorage, no Alasca, Israel Keyes colecionava livros de ficção e não-ficção sobre serial killers.

Memorabilia macabra

Nos computadores de Keyes, apreendidos pelo FBI, o assassino guardava prints e downloads de reportagens sobre vários crimes que teria cometido, incluindo os assassinatos de Samantha Koenig e do casal Currier. Além disso, deixou comentários assinados por “Israel” em muitas dessas reportagens.

predador americano

Kit assassino

Acredita-se que Keyes espalhou pelos EUA, durante anos, o que foi chamado por Maureen Callahan, autora de Predador Americano, de “kit assassino”. Ao chegar numa nova cidade, comprava armas, cordas, lonas, baldes e outras ferramentas que poderia usar e enterrava-as pelo perímetro para desenterrá-las anos depois e usá-las com novas vítimas, escolhidas aleatoriamente.

Sem holofotes

Apesar disso tudo, e ao contrário do que geralmente acontece com serial killers, Israel Keyes não queria se ver retratado na mídia. Ele não só não queria notoriedade, como queria proteger a privacidade de sua filha. “Não estou nisso pela glória. Não estou tentando aparecer na TV”, dizia. Keyes trocou sua confissão pela discrição do FBI para que a filha “pudesse ter uma chance de crescer”. 

Suicídio na prisão

Quando se suicidou na prisão, Keyes, de 34 anos, aguardava o julgamento pelo estupro e assassinato por estrangulamento de Samantha Koenig. Dizendo não ter paciência para ficar muito tempo no mesmo lugar, justificando assim suas mudanças por estados norte-americanos, o criminoso se automutilou e se enforcou em sua cela.

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Sobre Liv Brandão

Avatar photoJornalista, criadora de conteúdo e roteirista. Passou por veículos como O Globo e UOL sempre falando de cultura e entretenimento. É especialista em séries de TV, mas também fala de filmes, música, literatura e o que mais vier.

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