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Por dentro da mente criativa de Florence Welch

Saiba como foi concebido o livro Inútil Magia

Quando falamos de Florence Welch, pode até parecer que a sua vida sempre se desenvolveu com muita magia. Mas a jornada da vocalista da banda Florence + The Machine é bem real: repleta de turbulências, vícios e uma boa dose de desilusões amorosas. Boa parte desse caminho e da alma da cantora estão em Inútil Magia, que chega ao Brasil pela DarkSide® Books.

Entre dois pulmões pode até sair a voz tão amada pelos fãs, mas o talento de Welch vai além: ele está nas letras de músicas, poemas e em todo o conceito visual de seus álbuns, e agora do seu livro. A obra reúne letras dos quatro primeiros discos da banda, além de poemas e rabiscos escritos pelas mãos de Florence.

Para preparar o coraçãozinho de coelho dos darksiders, a Caveira separou algumas curiosidades sobre o processo de criação de Inútil Magia.

LEIA TAMBÉM: LANÇAMENTO: INÚTIL MAGIA, DE FLORENCE WELCH

Origem do nome

O verso que deu origem ao título está no próprio Inútil Magia, mas a própria Florence tem uma explicação mais detalhada: “Eu acho que às vezes as músicas conseguem ser incrivelmente proféticas, quase como se elas inconscientemente estivessem tentando me dizer algo, mas na maioria das vezes eu não consigo entender”.

Para a artista, é como se as canções carregassem certa magia pelas verdades que dizem ou pela forma profunda como abordam certos aspectos. Porém, nem sempre conseguimos ou queremos compreender tais mensagens. “É uma espécie de superpoder inútil, como se eu pudesse ver com clareza a resposta em uma música, mas que na vida real eu não faça ideia do significado.”

Um encontro de artes

Todo mundo que é fã da banda sabe que Florence + The Machine não é apenas sobre canções, sobre poesia ou sobre artes visuais — é justamente sobre a união de tudo isso. Para Florence, que frequentou a faculdade de artes, todas essas manifestações sempre estiveram unidas, por isso ela não entende como seria possível distingui-las. 

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Para ela, o processo de criar um álbum conceito pode ser um tanto diferente do que o de outros artistas. “É como se você seguisse uma ideia e a seguisse o mais longe possível”, define. 

Em relação à união de música e poesia, a cantora afirma que sempre se considerou bem insegura para escrever as letras, pois acreditava que algo ali se perderia. Porém, as letras do álbum High as Hope vieram em sua maioria dos poemas de Florence, o que lhe deu a confiança para escrever Inútil Magia

LEIA TAMBÉM: 7 MANDAMENTOS DO ESTILO MÁGICO DE FLORENCE WELCH

Inspirações artísticas

Falar da influência artística de Inútil Magia é falar das inspirações para os próprios álbuns da banda que figuram em suas páginas. Todos os quatro tiveram o conceito visual concebido por ela e por Tom Beard, amigo de Florence que fotografou as capas, além de ter registrado vários outros momentos da banda. 

Créditos: Tom Beard / Vincent Haycock

Tanto ela quanto Beard haviam frequentado a faculdade de artes, mas desistiram para seguir suas carreiras. Porém, para Florence, o trabalho visual dos dois permitiu que eles continuassem sua educação artística ao se aprofundarem em artistas e movimentos aos quais fazem homenagem através das fotos.

Lungs, por exemplo, é fortemente inspirado na Irmandade Pré-Rafaelita, enquanto Ceremonials tem influências da obra de Gustav Klimt. James Turrell foi uma das inspirações para How Big, How Blue, How Beautiful, tanto é que o clipe da música que dá nome ao álbum foi gravado em um anfiteatro criado por ele no México. High as Hope tem influência das fotografias de Francesca Woodman.

Uma trajetória coesa e mágica

A cantora até brinca que foi fácil conceber um livro tão grande como Inútil Magia, uma vez que ela tinha muitas músicas para colocar lá. Mas a artista destaca que o aspecto mais interessante foi observar a coesão da sua trajetória: “Você consolida uma ideia de si mesma ao olhar para trás por meio do seu trabalho”.

Para ela, também foi agradável revisitar seus cadernos antigos e algumas das letras mais antigas. “Quando eu era mais jovem as letras eram uma espécie de contos de fadas míticos, mas em determinado momento tudo se tornou muito real”, compara. Encontrar a si mesma foi outra descoberta interessante para a artista, pois, segundo ela, “quando você está escrevendo uma letra de música há sempre outro personagem, ou é como se você estivesse falando outra língua ou algo estivesse falando através de você… mas tentar descobrir qual era a minha voz apenas olhando no papel foi uma exploração interessante”.

A louca dos cadernos

Inútil Magia acaba se tornando extremamente autoral justamente por sua organização, como se fosse um scrapbook. A composição não poderia ocorrer de outra forma porque a própria Florence sempre carregou seus cadernos de anotações, poemas, ideias soltas e rabiscos consigo desde a infância: “Eu tinha um caderno espiral de papelão quando eu tinha 8 anos que eu havia ganhado de Natal. Ele era feito de material reciclado e eu tinha muito orgulho dele”.

Créditos: @Florence

Quando estava na escola, a artista sempre teve o hábito de escrever em livros didáticos e em livros da biblioteca — o que lhe rendeu alguma confusão por depredar o patrimônio escolar. 

Mesmo na fase adulta, os cadernos sempre fizeram parte da vida de Florence. “Quando eu estava tentando escrever Lungs, eu poderia perder tudo, menos aquele caderno que eu tinha”, relata. Ela complementa que na época em que costumava sair à noite acabava perdendo diversos objetos pessoais, mas sempre se certificava de que o seu caderno estivesse seguro. “Eu sempre tive cadernos por perto e eles provavelmente são os objetos mais valiosos que eu tenho na minha vida.”

LEIA TAMBÉM: THE ODYSSEY: POR DENTRO DO FILME COM MÚSICAS DE FLORENCE + THE MACHINE

Inútil Magia é DarkSide®

Inútil Magia, uma obra íntima e musical carregada pelos braços do oceano diretamente para a marca Magicae. O livro reúne letras de músicas, poesias e sermões inéditos no Brasil, além de fotos, obras de arte, anotações manuscritas, playlists, desenhos e sketches da própria Florence Welch, que abre seu coração em uma espécie de diário pessoal capaz de inspirar fogo e devoção nos leitores.

Um rito sagrado para todos que mergulham em seu universo particular. Em versos que ecoam mais alto que sirenes e sinos, e são mais doces que o céu, mas também mais duros que o inferno, o sangue da artista corre fundo, ensinando seus ouvintes e leitores a seguirem as linhas do coração em suas mãos.

Sobre DarkSide

Eles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

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