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Quem foi Helena Blavatsky, fundadora da Sociedade Teosófica

Grimório Oculto tem capítulo dedicado a uma das organizações ocultistas mais influentes de sua época

No final do século XIV, com a ascensão da ciência e a redução da influência do cristianismo na vida das pessoas, o espiritualismo ganhou força entre aqueles que buscavam algo além da religião tradicional. Em 1875 foi fundada a organização que se tornaria uma das mais influentes do período: a Sociedade Teosófica, que ganhou um capítulo no livro Grimório Oculto.

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O grupo surgiu da união de ideias e esforços de um jornalista americano adepto do ocultismo, Henry Steel Olcott, e uma médium espiritualista russa chamada Helena Blavatsky. Os dois se conheceram após a ida de Blavatsky aos Estados Unidos em 1873 e traçaram os planos para a criação da Sociedade.

Imagem de domínio público

Embora Henry tenha sido o primeiro presidente da organização, Helena Blavatsky exerceu uma influência tão grande sobre a Sociedade Teosófica que parecia ser a única capaz de manter o grupo unido. Pouco tempo após sua morte, a Sociedade se dividiu em subgrupos.

Com uma trajetória peculiar para qualquer mulher que vivia no século XIX, é fácil de compreender o fascínio que ela despertava nos teosofistas e até mesmo em outras pessoas.

Fuga do casamento e viagens pelo mundo

Nascida no Império Russo em 1831, em uma área hoje pertencente à Ucrânia, Helena Petrovna von Hahn veio de uma família aristocrata e foi batizada na Igreja Ortodoxa Russa. Seu pai era capitão da cavalaria russa e, por causa disso, a família se mudou constantemente entre cidades do Império.

Descrita como uma criança extrovertida e que fazia amizade com outras de classes sociais mais baixas, Helena se casou aos 17 anos com um vice-governador que estava na casa dos 40 anos. Os motivos que a levaram a tal decisão são incertos, apenas se sabe que ela se sentia atraída pelo interesse do pretendente em magia.

Antes mesmo do matrimônio tentou recuar do enlace, que acabou se realizando. Não demorou muito até que ela tentasse fugir da sua vida de casada e retornar ao convívio da família. Com a ajuda do pai, ela conseguiu despistar suas acompanhantes, subornar o capitão de um navio e fugir para Constantinopla, atual Istambul. 

Foi então que teve início uma série de viagens de Blavatsky ao redor do mundo. Como ela não manteve um diário e não foi acompanhada por familiares neste período, historiadores concordam que não há uma fonte realmente confiável de seus passos ao longo dos 25 anos que se seguiram.

Os destinos de Blavatsky nestes anos incluíram Egito, Grécia, Leste Europeu, França, Inglaterra, Canadá, Estados Unidos, México, os Andes e sua tão aguardada viagem para a Ásia, onde passou dois anos na Índia. Em todos estes lugares ela conheceu diferentes pessoas, culturas e crenças, que contribuíram com sua jornada espiritual. Em 1856 ela finalmente conseguiu entrar no país que tanto queria: o Tibete.

Após ter passado um período na França e na Alemanha, ela retornou para a família na Rússia em 1858. Helena alegava que foi por esta época que começou a apresentar habilidades paranormais, com batidas e rangidos que a acompanhavam pela casa, além de móveis que se moviam sozinhos. Em 1864 ela caiu de um cavalo e passou diversos meses em coma. Após acordar, ela afirmou que passou a ter controle total sobre suas capacidades paranormais.

Após passar um tempo estudando a Cabala, ela retornou ao Tibete em uma viagem que incluiu passagens pela Turquia, Pérsia, Afeganistão e Índia. Além de aprender sobre o budismo, Helena Blavatsky disse que no Tibete aprendeu uma língua chamada senzar, e traduziu diversos textos antigos preservados pelos monges que estavam neste idioma.

Ela ainda afirmava que foi no Tibete que conseguiu desenvolver e controlar seus poderes psíquicos. Entre suas habilidades, encontravam-se clarividência, clariaudiência, telepatia e outros poderes, como controlar a consciência de outra pessoa, desmaterializar e rematerializar objetos e fazer projeções astrais.

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A Teosofia de Helena Blavatsky

A própria Helena Blavatsky defendia que saiu do Tibete com a missão de provar ao mundo que o fenômeno chamado de espiritualismo era real, contrariando as acusações da época de que se tratava de uma fraude. Porém, ela argumentava que as entidades contatadas por médiuns não eram os espíritos dos mortos, mas seres místicos ou as “cascas” deixadas para trás pelos mortos.

Em 1874 Blavatsky foi aos Estados Unidos para investigar uma história de irmãos que diziam levitar. Lá, conheceu Henry Steel Olcott, um repórter que estava cobrindo a notícia. Os dois se tornaram amigos e Olcott deu visibilidade a Blavatsky e às habilidades que ela afirmava ter. Helena ensinou a ele suas crenças do ocultismo.

A parceria entre Blavatsky e Olcott se tornou cada vez mais forte, e os dois fundaram o Miracle Club, voltado a palestras sobre temas esotéricos em Nova York. Foi em uma das reuniões do grupo que eles criaram a Sociedade Teosófica, acompanhados do ocultista irlandês William Quan Judge e de mais 16 membros.

A Sociedade não se define como uma religião, mas sim um grupo de pessoas que buscam a verdade, formam uma irmandade e se esforçam para servir à humanidade. O objetivo inicial da organização envolvia estudos do ocultismo, da cabala e de quaisquer outras manifestações espirituais e religiosas da humanidade.

Em 1878, Helena Blavatsky e Henry Steel Olcott se mudaram para a Índia, onde fundaram a sede internacional da Sociedade Teosófica. Os três objetivos da Sociedade Teosófica são:

1. Formar um núcleo da fraternidade universal da humanidade, sem distinção de raça, crença, sexo, casta ou cor.

2. Encorajar o estudo de religião comparada, filosofia e ciência.

3. Investigar as leis não explicadas da natureza e os poderes latentes do homem.

Mesmo após o falecimento de Blavatsky e as cisões na Sociedade Teosófica, a organização se manteve forte e possui seguidores até os dias de hoje. Ao buscar descobertas espirituais em diferentes partes do planeta, Helena Blavatsky deixou um legado poderoso para aqueles que buscam a verdade além daquilo que podemos explicar.

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Avatar photoMacabra Filmes é a fazenda do terror. Compartilhamos o horror e a beleza, a vida e a morte. Brindamos com sangue as alegrias de existir. Cultivamos o primeiro suspiro, o abrir de olhos, o frio na espinha, o grito na montanha russa, o crepúsculo e a eterna escuridão. Para nós, o medo é natural — e a vida, um presente sobrenatural. É puro terror. 100% macabra.

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1 Comentário

  • Maricelia Viana Santos

    27 de junho de 2022 às 16:12

    Marvilhoso quero saber mais da sociedade tosófica.

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