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Roda do Ano: Conheça as celebrações do calendário pagão

Sabbats celebrados no paganismo acompanham as estações do ano

Páscoa, Halloween, Natal… você já está bem familiarizado com estas celebrações cristãs – e outras nem tão cristãs assim. Muitas delas foram inspiradas em celebrações muito mais antigas, cultivadas pelos celtas ou povos pagãos. Quando colocadas juntas, formam a Roda do Ano.

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Embora a sequência de todos estes eventos não tenha sido organizada pelos celtas, a concepção de uma roda para enumerar de maneira cíclica as principais celebrações pagãs provavelmente teve participação de Gerald Gardner, pai da Wicca moderna, lá pelas décadas de 1950 e 1960.

Diferente do nosso calendário gregoriano (mas nem tanto), a roda é dividida em oito eventos principais, os sabbats, que refletem os movimentos da Terra e da Lua, resultando nas estações do ano e fenômenos astrológicos que ocorrem de maneira cíclica.

Sabbats são rituais, coletivos em algumas linhagens, em que é celebrada a passagem do ano de acordo com o que aquele momento representava em tempos antigos, quando as pessoas tinham uma dependência maior de fenômenos climáticos para obter suas colheitas e seu sustento. 

Até hoje eles são celebrados coletivamente ou até mesmo de maneira individual por bruxas naturais que orquestram seus rituais em casa. Mesmo que não tenhamos uma dependência tão forte da agricultura em nossas vidas, celebrar os sabbats da Roda do Ano ajuda a nos manter conectadas com a natureza, com o tempo e com o universo.

Group of candle lit Halloween pumpkins in park on fall evening

Semelhanças ao cristianismo e diferenças entre hemisférios

Você provavelmente já ouviu (ou percebeu sozinha) que muitas celebrações cristãs incorporaram datas e até mesmo simbologias de comemorações pagãs. O Natal tem grandes inspirações do Yule, assim como a Páscoa se assemelha a Ostara (a data em alemão se chama Oster) e as celebrações dos dias de Finados e de Todos os Santos ocorrem coladinhas com o Samhain, também conhecido como Halloween.

Porém, as bruxas que moram no hemisfério sul devem estar atentas ao fato de que aqui as estações do ano ocorrem de maneira oposta ao hemisfério norte. Por exemplo, o Yule está associado ao solstício de inverno, portanto, não podemos celebrá-lo em dezembro com o Natal, pois aqui estamos passando pelo solstício de verão nesta época, que é associado ao sabbat Litha. 

Alguns registros druidas mais antigos defendem que apenas os sabbats relacionados a solstícios e equinócios devam ser adaptados ao hemisfério, mantendo os outros em suas datas originais. Porém, isso quebraria a lógica da própria Roda, já que todas as celebrações apresentam características comuns à época do ano e algumas funcionam como consequência do sabbat anterior.

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Os 8 sabbats da Roda do Ano

Embora muitos dos sabbats fossem celebrados por diferentes grupos, como bruxos antigos, wiccanos, neopagãos, druidas e pelos celtas em geral, nem todas as comemorações da Roda recebiam a mesma atenção. Alguns grupos celebram apenas quatro destas datas, enquanto outros mais ecléticos abraçam as oito comemorações.

Os sabbats celebrados por todos são conhecidos como grandes ou principais. São eles: Imbolc, Beltane, Lammas e Samhain. Já os menores são Ostara, Litha, Mabon e Yule, ou seja, os equinócios e solstícios.

Veja a seguir quais são os oito sabbats e o que cada um deles significa. As datas são referentes ao hemisfério sul:

1. Samhain (30 de abril)

Na antiguidade, este era o festival que marcava um novo ano, ou seja, o início da Roda do Ano. Também conhecido como festival dos ancestrais, ele foi cristianizado como Halloween. A celebração envolve um tempo de meditação e de conexão com os nossos antepassados, por isso no hemisfério norte a data é tão próxima ao Dia de Finados (2 de novembro). 

Segundo a cultura pagã, é durante o Samhain que o véu que separa o mundo dos vivos e dos mortos se torna mais fino. Na tradição celta, a data também marca a morte do deus que se sacrifica para se tornar a semente do renascer, ou seja, do novo ano. A palavra Samhain significa “sem luz”.

2. Yule (21 e 22 de junho)

O festival que marca o solstício de inverno não é celebrado com o Natal aqui no Brasil. Na verdade ele está mais próximo das nossas festas juninas pela época do ano. É o tempo em que a Criança do Sol renasce, que os dias voltam a se tornar mais longos e que a parte mais tenebrosa do inverno fica para trás. Acredita-se que o Yule seja a festa sazonal mais antiga da Europa pré-cristã.

Yule significa “roda” em norueguês e a data também é conhecida como festival das luzes, por causa do costume de acender várias fogueiras, tochas e velas nesta noite. Qualquer semelhança com as nossas fogueiras de São João não devem ser mera coincidência.

3. Imbolc (1º de agosto)

Também conhecido como Oilmec, Candlemas ou simplesmente Noite do Fogo, o Imbolc marca a metade do tempo entre o solstício de inverno e o equinócio de primavera, já abrindo o caminho para a nova estação. Em irlandês antigo, Imbolc significa “na barriga”, em referência à gravidez das ovelhas. 

Este sabbat está associado aos novos começos, ao crescimento individual e ao afastamento do que é antigo, simbolizado por uma varredura, ou a tal da vassoura da bruxa. Na Europa, o Imbolc era celebrado com uma procissão à luz de archotes para purificar e fertilizar os campos antes da estação do plantio das sementes. 

4. Ostara (22 a 24 de setembro)

O equinócio da primavera marca dia e noite de igual duração, para que então o sol se torne predominante nos dias seguintes. O nome Ostara é relacionado à deusa da fertilidade, amor e nascimento, celebrada na mitologia nórdica e germânica. Para os wiccanos, é a época de começar a plantar e também do amor, pois a natureza está despertando para uma nova vida.

Os símbolos mais conhecidos de Ostara são as flores, o leite, a lebre e os ovos coloridos, que são símbolo de fertilidade e reprodução. Você talvez reconheça estes símbolos de outra comemoração cristã famosa: a Páscoa. Na Ostara, as flores simbolizam o ressurgimento da vida e a beleza da natureza, por isso nesta época é recomendado colher flores e enfeitar espaços sagrados e altares com elas.

5. Beltane (31 de outubro)

Enquanto o hemisfério norte comemora o Halloween, no hemisfério sul já estamos na metade da Roda do Ano celebrando Beltane. Este festival de origem celta celebra o amor e a primeira floração da primavera. Ele simboliza a união entre as energias masculina e feminina, a fertilidade da terra e os fogos do deus celta Belenos.

O festival de Beltane era marcado por fogueiras acesas nos topos de montes e lugares sagrados. As pessoas queimavam oferendas para que o poder do fogo fosse passado ao rebanho. A celebração marca o início do verão e o término do inverno, com direito a danças e banquetes.

6. Litha (21 e 22 dezembro)

Enquanto o mundo se prepara para o Natal, no hemisfério sul é hora de comemorar Litha, o solstício de verão e quando o poder do Sol chega ao seu ápice (o verão brasileiro que o diga!). Flores, folhagens e a relva se encontram abundantemente verdes e floridos, marcando a maturidade do deus após o enlace durante Beltane.

Aproveitando o máximo da energia da luz, Litha é uma boa época para materializar projetos e metas, que possam se expandir e dar frutos. Muitos círculos de pedras e monumentos megalíticos ao redor do mundo, como é o caso de Stonehenge, estão alinhados com o nascer do sol no solstício de verão. Esta época também é propícia para a colheita de ervas mágicas, que estarão especialmente energizadas.

7. Lammas (1º ou 2 de fevereiro)

Também chamado de Lughnasadh, o Lammas é o Festival da Primeira Colheita. Considerado um dos grandes sabbats, seu nome significa “massa de pão”, que representa o alimento feito com os grãos, simbolizando a colheita e a partilha do pão com os outros.

Além de partilhar a colheita, o Lammas marca a época de agradecer aos deuses pela fertilidade da terra e fazer oferendas a eles. Uma tradição envolve confeccionar bonecos de palha (de milho ou trigo) simbolizando os deuses, que serão carregados como amuletos.

8. Mabon (21 de março)

Sagrado no paganismo, o Mabon marca o equinócio de outono, que também é conhecido como Festival da Segunda Colheita. É uma época de equilíbrio e de agradecimento pela colheita, uma espécie de dia de ação de graças.

Também é a fase anciã do Rei Sol, que se prepara para morrer no Sammhain. Os rituais de Mabon são marcados pelas reuniões de amigos e pela celebração da velhice, com a aproximação do inverno.

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Sobre DarkSide

Eles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

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