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5 Autores true crime que acompanharam os casos de perto

Quando a vida real se parece com um thriller policial

Mortes brutais, sádicos assassinos em série e investigações que se arrastam por anos parecem coisas saídas de suspenses policiais. Na vida real tais histórias parecem existir apenas nos noticiários, carregados com uma boa dose de sensacionalismo. 

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Porém, por mais impossíveis que estes casos pareçam, eles acabam envolvendo pessoas reais. A experiência para muitos familiares, policiais, jornalistas e membros de uma comunidade pode ser traumática. Alguns destes assassinos eram amigos, colegas, familiares, e vê-los na posição de cruéis assassinos é ainda mais assustador.

Livros true crime, que contam casos de criminosos reais, normalmente envolvem uma boa dose de investigação. Para contar tais histórias de maneira mais completa do que os noticiários, o escritor precisa se munir de documentos, entrevistas e visitas a locais para narrar uma história com a riqueza de detalhes que uma obra de ficção poderia ter.

Isso normalmente envolve um extenso trabalho de jornalismo investigativo. No entanto, alguns autores contam com um elemento extra para que suas histórias sejam ainda mais completas: eles viveram estes casos. Colegas de trabalho, amigos de infância e até mesmo promotores e investigadores dos casos decidiram contar suas experiências de estarem tão próximos a um assassino.

Confira alguns títulos do selo Crime Scene® que foram escritos por pessoas muito próximas a estes serial killers:

1. Ted Bundy: Um Estranho ao meu Lado – Ann Rule

Sabe aquele seu colega de trabalho meio esquisito que você não se surpreenderia caso se revelasse um psicopata? Não era o que Ann Rule pensava de Ted Bundy quando trabalhou com ele. Os dois eram voluntários em um disque-prevenção de suicídio quando Bundy cursava a faculdade de Psicologia e acabaram se tornanando amigos nesta época.

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O que Ann não imaginava é que aquele jovem que ajudava pessoas a não tirarem a própria vida já estava envolvido em ceifá-las, principalmente as de mulheres em idade universitária. Num primeiro momento, quando ocorreram as primeiras ligações de Bundy com os assassinatos, Ann Rule acreditou que houvesse algum mal-entendido, que aquilo não poderia ter sido cometido por Bundy. Porém, o comportamento de seu ex-colega após as acusações e durante todos os seus processos de julgamento – corroborado pelas evidências apresentadas – mostraram que seu amigo era mesmo um cruel serial killer.

Rule escrevia apenas artigos para revistas, mas o caso de Ted Bundy e sua proximidade do assassino a incentivaram a escrever um livro sobre o caso – o primeiro de sua carreira. No primeiro capítulo de Ted Bundy: Um Estranho ao Meu Lado a autora conta como o tempo não apagou a memória de Bundy, muito pelo contrário, parece ter tornado-o ainda mais conhecido. “Sempre acreditei que o tempo iria anuviar o interesse em Bundy, especialmente após a execução. Em vez disso, ele se tornou quase mítico.”

2. Meu Amigo Dahmer – Derf Backderf

Será que é possível identificar traços na personalidade de um assassino em série antes mesmo que ele comece a matar? Este é o dilema trazido por Derf Backderf em Meu Amigo Dahmer, uma HQ sobre o “canibal de Miwaukee”.

Backderf e Dahmer eram amigos no ensino médio, nos anos 1970. Os dois estudavam para provas, matavam aulas e jogavam basquete juntos. As pessoas que conviveram com o jovem Jeffrey se lembram de ele fingir surtos epiléticos, beber demais antes da aula e dissecar animais atropelados.

A vida acabou por afastar os dois amigos e Derf Backderf só foi ouvir falar de novo do colega nos noticiários policiais, quando os crimes do colega vieram à tona. Para escrever a HQ, o autor recorreu a entrevistas de conhecidos, documentos do FBI e, claro, à própria memória.

3. Killer Clown Profile: Retrato de um assassino – Terry Sullivan

Durante um ano e meio, a vida de Terry Sullivan foi absorvida pelo caso de um dos mais sádicos serial killers já vistos. John Wayne Gacy era um empresário respeitado, cidadão modelo e voluntário de hospital. Porém, por trás da pintura facial de palhaço ele escondia mais de 30 assassinatos brutais.

Sullivan foi o promotor responsável pela investigação e pela prisão de Gacy. Ele conta sua experiência em Killer Clown Profile: Retrato de um Assassino. Capítulo a capítulo o leitor acompanha o desdobramento do caso e as duas faces do assassino se mesclarem. Raramente é possível fazer um retrato tão profundo e fiel de um monstro.

Apesar de até hoje Terry Sullivan conceder entrevistas e fornecer análises sobre o caso, o autor defende que não se sente perseguido psicologicamente pelo assassino. “Sinto orgulho do trabalho que fizemos com Gacy, mas, para ser sincero, não fico o tempo todo pensando a respeito.”

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4. Green River Killer: A caçada a um psicopata – Jeff Jensen

Jeff Jensen sempre soube que um dia escreveria a história do pai. O jornalista de cultura pop que trabalhou anos na Entertainment Weekly é filho de Tom Jensen, detetive responsável pela força-tarefa de investigação do assassino de Green River.

Na época em que o pai se envolveu com o caso, Jeff ainda era adolescente e os dois conversavam muito pouco a respeito. Porém, após a prisão do assassino em 2003, aproximadamente vinte anos após o inícios das buscas, ele passou a considerar contar esta história. Inicialmente o escritor queria produzir uma reportagem jornalística, mas acabou optando por contar esta experiência em uma história em quadrinhos.

Em Green River Killer: A Longa Caçada a um Psicopata, Jeff Jensen aborda a investigação do ponto de vista de Tom, que passou meses interrogando Gary Ridgway quase todos os dias em busca de explicações para as atrocidades cometidas pelo assassino.

5. BTK Profile: Máscara da Maldade – Roy Wenzl, Tim Potter, Hurst Laviana e Laura L. Kelly

Quando se pensa na investigação de um crime que se estende por anos, os primeiros profissionais que vem à mente são os policiais envolvidos no caso. Porém, os jornalistas dos periódicos locais também acabam se envolvendo profundamente com as investigações – chegando até a trabalhar em conjunto com a polícia.

Repórteres e editores veteranos do Wichita Eagle acompanharam o caso BTK desde que a primeira vítima foi encontrada. Por mais de trinta anos eles se dedicaram a tentar desvendar quaisquer pistas que pudessem revelar a identidade do assassino. A polícia inclusive chegou a se comunicar por códigos com o assassino através do jornal.

Décadas de cobertura jornalística – incluindo a transcrição completa do julgamento – foram reunidas no livro BTK Profile: Máscara da Maldade. O livro foi escrito coletivamente por Roy Wenzl, Tim Potter, Hurst Laviana e Laura L. Kelly, que não são meros espectadores dos fatos: na obra eles se tornam personagens justamente pela importância do seu envolvimento com o caso.

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Sobre DarkSide

Eles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

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